Derrota de caciques marca eleição e renova Senado
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 05/10/2026 00:38:17
A eleição deste domingo (4) sepultou caciques históricos da política brasileira e confirmou o erro das pesquisas eleitorais. Disputando o Senado, nomes como Renan Calheiros (MDB-AL), Aécio Neves (PSDB-MG) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) ficaram de fora. O PL, por sua vez, garantiu ao menos 25 cadeiras na Casa a partir de 2027.
Renan Calheiros, Ciro Nogueira (PP-PI), Aécio Neves, Gleisi Hoffmann, Benedita da Silva (PT-RJ), Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (REDE-SP), Esperidião Amim (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) não conseguiram se eleger senadores. Aécio, que governou Minas Gerais, amargou o 7º lugar no estado.
Marina e Simone, ex-ministras de Lula, apoiaram o petista em São Paulo e ficaram pelo caminho. Gleisi tentou derrubar a chapa de Deltan Dallagnol e Felipe Barros na Justiça Eleitoral, sem sucesso. Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, terminou em 4º lugar.
O PL deve chegar a pelo menos 25 senadores em 2027, número já confirmado. O partido deve assumir a presidência da Casa e das principais comissões, controlando cerca de um terço do plenário.
O silêncio do presidente do MDB, Baleia Rossi, e a indefinição da sigla na disputa nacional contrastam com a força do partido, que tem 861 prefeitos e 8.114 vereadores, a maior base eleitoral do país.
Lula e Flávio Bolsonaro mantiveram seus vices em segundo plano. Geraldo Alckmin, após romper com o eleitorado tradicional, perdeu força. Alfredo Gaspar, vice na chapa bolsonarista, é ligado a Arthur Lira, eleito senador em Alagoas.
O vereador Valdemir Virgino (PRD) e outras 17 pessoas foram presos no sábado (3) em Teresina sob acusação de compra de votos. Com ele foram apreendidos R$ 47 mil. Dezesseis detidos foram liberados após fiança. A defesa afirma que o dinheiro era para pagamento de cabos eleitorais.
As cessões de resseguro das seguradoras brasileiras cresceram 2,7% no 1º semestre de 2026, somando R$ 15,27 bilhões, segundo a Fenaber, com dados da Susep.