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O que a Petrobras quer mudar no programa de desconcentração do mercado de gás | eixos

Fonte: eixos.com.br | Data: 06/10/2026 07:00:00

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NESTA EDIÇÃO. Proposta da Petrobras para o gas release prevê adiamento e redução do alcance do programa. 

 Ministério da Fazenda publica metodologia para alíquotas de CBS e IBS de combustíveis.

 CCEE divulga lista das empresas elegíveis a receber ressarcimento por cortes de geração. 

A Petrobras sugeriu à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que o programa de desconcentração do mercado de gás natural (o gas release) comece a valer somente a partir de 2031.

  • A estatal defende que a medida não é necessária no atual estágio de maturidade do mercado brasileiro. 
  • Durante a consulta pública sobre o programa, a companhia propôs à ANP uma série de mudanças que, na prática, reduzem o alcance do gas release em discussão. 
  • No site: a proposta da ANP para o gas release e os principais contrapontos da Petrobras. 

Mas a estatal está na contramão do mercado: 43 dos 49 participantes (88%) que contribuíram para a consulta pública se posicionaram a favor da criação do programa.

  • A ANP publicou na segunda-feira (5/10) o relatório com os dados consolidados das contribuições recebidas na consulta.  

O debate sobre o programa de desconcentração está tensionado.

A ANP pretende entregar a regulamentação do gas release até o fim do ano.

  • O próximo passo será a audiência pública, marcada para o dia 21 de outubro. 

Entretanto, os rumos não somente do gas release, como a política do gás como um todo, dependem em parte dos resultados das eleições presidenciais no Brasil, que terão o segundo turno em 25 de outubro. 

  • Embora a implementação do programa de desconcentração caiba à ANP, a agência terá a renovação de três das cinco cadeiras na diretoria colegiada entre o fim deste ano e 2027.
  • Num eventual governo Lula 4, o futuro da agenda do gás será ditado, em boa medida, pelo resultado da queda de braço entre a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).
  • Já o plano de governo de Flávio Bolsonaro credita ao pai a pavimentação da abertura do mercado, com a sanção da Lei do Gás de 2021, e promete “dar continuidade a esse caminho”.
  • Para aprofundar: Entre polarização e consensos: as propostas dos presidenciáveis para o setor de gás natural

Fique ligado: Ainda na agenda do gás natural, está prevista para esta terça-feira (6/10) a divulgação do edital final do primeiro leilão do gás natural que cabe à União nos contratos de partilha, operacionalizado pela PPSA. O certame está marcado para 22 de outubro. 



Preço do barril. O Brent aprofundou as perdas e era negociado a US$ 98,77 às 6h30 de terça-feira (6/10) no horário de Brasília, após encerrar a segunda-feira em queda de 1,89%, a US$ 100,32 o barril.

  • As cotações na segunda refletiram as conversas entre o Irã e o Catar para encerrar a guerra no Oriente Médio e a liberação planejada de estoques emergenciais de petróleo e diesel pelos países do G7, o que pode aliviar os preços dos combustíveis no curto prazo.
  • Mas o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, lembrou durante um evento em Londres que os estoques globais de petróleo podem levar até dois anos para se recompor, mesmo após a normalização do fluxo pelo estreito de Hormuz (UOL).

Reforma tributária. O Ministério da Fazenda publicou a metodologia de cálculo da carga tributária para a fixação das alíquotas incidentes sobre os combustíveis da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 2027 e do IBS a partir de 2029. 

  • A portaria determina que a alíquota da CBS para o próximo ano não deverá exceder, para cada combustível, a soma da carga tributária direta e da carga tributária indireta de referência. 

Fusões e aquisições. A petrolífera britânica Ithaca Energy fechou acordo para adquirir ativos marítimos de petróleo da canadense Suncor Energy por até US$ 1,11 bilhão (Dow Jones/Valor)

Ressarcimento pelo curtailment. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou a lista das usinas eólicas e solares fotovoltaicas elegíveis para aderir à compensação pelos cortes de geração. Veja a lista completa aqui. 

Importação de energia. O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a Trafigura a importar energia do Paraguai, por meio da subestação vinculada à Usina de Itaipu. A energia importada será negociada no mercado livre de energia.

 Opinião: El Niño reforça a necessidade de consumidores e empresas ampliarem a previsibilidade sobre seus custos de energia, escreve Filipe Cardoso, CEO da EletroBidu.