Fenacor | IA: mercado de seguros teme grandes desastres
Fonte: legismap.com.br | Data: 08/10/2026 03:15:02
Por Karen Batista
A IA se tornou membro integrante de praticamente todo o sistema mundial de trabalho e funções corporativas, com a dinamização dos processos foi possível chegar ao que pode ser chamado de topo da era digital. Porém, é plausível admitir que ninguém imaginou que agentes virtuais seriam desenvolvidos como ferramentas capazes de expandir a capacidade tecnológica como: otimizar o tempo, redistribuir tarefas que antes ficavam acumuladas, eliminar gargalos nos fluxos e entregas. Inúmeros foram e são os benefícios de possuir a IA como aliada no dia a dia.
No entanto, nos últimos meses, veículos de comunicação como o The Economist e o The Observer têm publicado afirmações que levantaram certa preocupação no mercado de seguros. Com base nessas publicações, revelou-se como a IA pode causar grandes desastres no setor de maneira muito específica. Considerando o quadro geral, a sensação é de insegurança por parte das seguradoras.
O avanço tecnológico como ameaça sistêmica impulsionada para extinguir a humanidade encontrou viabilidade em se tornar pauta para análise no setor de seguros, com a possibilidade explicada por especialistas da área de que, caso a IA se torne uma arma contrabiológica, não haverá mais sociedade nem apólices.
Ao contrário do que se pode imaginar quando a ameaça é tangível e o avanço da tecnologia aproxima a humanidade de danos visivelmente desastrosos, os riscos são direcionados ao impacto negativo que pode ser causado ao mercado financeiro e econômico, o que atinge diretamente as indústrias de diversos setores como saúde, segurança, e o setor imobiliário. O monitoramento da IA se tornou diário, uma vez que ela já consegue trabalhar sozinha a partir de dados armazenados. Recentemente, foi realizado um experimento no qual foi observado que a IA pode tomar decisões sozinhas e até transgredir regras para evitar ser desligada. IA Aprende Sozinha
Laboratórios de fronteiras e seguradoras estão em alerta: o uso da inteligência artificial já é cogitado como arma biológica para aumentar a letalidade de vírus mortais, como também para criar agentes patogênicos, que são organismos capazes de produzir partículas biológicas que causam doenças em um hospedeiro. Um dano como esse está além do que as seguradoras conseguem imaginar para conter.
O mercado de seguros discute uma maneira de estruturar apólices nos casos de catástrofes de grandes laboratórios de IA, já que, no momento, as apólices comuns não cobrem essas falhas e suas consequências quase irreversíveis. Para isso, novas diretrizes financeiras estão surgindo, como: Títulos de Catástrofe de IA (Cat Bonds), essa cláusula no contrato do seguro transfere os riscos extremos para o mercado de capitais e investidores institucionais, e os Seguros Mútuos de Fronteira, com essa proposta a intenção é que os próprios laboratórios possam criar um fundo capaz de custear os incidentes, acidentes de segurança cibernética e manipulações nos negócios, caso a IA demonstre comportamento perigoso e ameaças imprevistas.
No início de 2026, a imprensa brasileira alertou: a inteligência artificial (IA) foi indicada como uma ameaça emergente para o setor de seguros, segundo informações da Insurance Banana Skins 2025, da PwC em parceria com a London Foundation for Banking & Finance.
Os dados da pesquisa mostram uma realidade que não pode ser ignorada: o crime cibernético, que assumia a posição de alta periculosidade despencou para segundo lugar, e as preocupações ganharam um novo alvo. A IA liderou a posição em primeiro lugar, com riscos de uso inadequado, má governança e aumento de fraudes promovidas por tecnologias generativas.
Profissões e profissionais foram substituídos por IA, o ranking de capital humano saltou de 10ª para 5ª posição, isso reflete o quanto a tecnologia é capaz de tornar obsoletas as habilidades humanas. Porém, ser técnica na resolução, não atribui à IA a capacidade de exercer algum fator humano na prevenção de problemas.
Por isso, é possível observar que a crise climática também é impulsionada pelo uso da IA, que utiliza data centers que precisam de água para funcionar, aumentando a escassez de água local, com o uso desproporcional de um recurso necessário como a água limpa, a pegada de carbono indireta, riscos em áreas de seca e falta de transparência. Todos esses fatores que existem para fazer a IA funcionar são prejudiciais à existência da humanidade e a todo ecossistema e biomas.
Segundo Bill Gates, fundador da Microsoft, a IA é capaz de provocar bilhões de mortes e defende legislação para regulamentar o uso da tecnologia. Gates alerta que, se IA cai nas mãos erradas e más intencionadas, o desastre será irreparável.
Fonte: Fenacor, em 07.10.2026