Médica que sugeriu barrar alta de pacientes petistas é demitida
Fonte: contilnetnoticias.com.br | Data: 08/10/2026 14:36:49
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição — Foto: Reprodução/TV Anhaguera
Pronto para ouvir
A médica ginecologista e obstetra investigada por sugerir que profissionais da saúde não dessem alta a pacientes identificadas como eleitoras ou simpatizantes do PT foi demitida da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO). Segundo o hospital, o desligamento ocorreu na terça-feira (6).
A profissional, Marcella Segato de Sousa Melo, havia sido afastada das funções enquanto o caso era apurado. Ela era contratada por uma empresa responsável pela prestação de serviços à organização social que administra a maternidade.
O caso veio à tona após Marcella enviar, em 2 de outubro, uma mensagem em um grupo privado de WhatsApp que reúne profissionais da unidade. Na publicação, ela sugeriu que não fosse concedida alta a supostas pacientes eleitoras ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
A mensagem recebeu reações de 12 participantes do grupo, incluindo emojis de risadas, sinal de positivo e bandeira do Brasil. Uma pessoa respondeu: “Combinado”.
Não foi possível confirmar, porém, se algum profissional seguiu a orientação e deixou de conceder alta a alguma paciente por causa de sua preferência política.
Médica nega que tenha havido prejuízo a pacientes
Em nota, Marcella afirmou que a mensagem foi enviada em um grupo privado e que não resultou em qualquer conduta inadequada. Segundo ela, nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada por preferência política.
A médica declarou ainda que todas as pacientes foram avaliadas e receberam alta exclusivamente com base em critérios clínicos. Ela também afirmou que atua desde 2017 e já realizou milhares de partos de mulheres com diferentes origens e convicções.
O hospital informou que as mensagens representavam manifestações pessoais da médica e não refletiam a posição institucional da maternidade.
Cremego acompanha o caso
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas quando recebidas pela entidade ou quando chegam ao seu conhecimento.
Segundo o conselho, os procedimentos tramitam em sigilo, conforme as regras aplicáveis aos processos de natureza ética.
Conteúdo Original / Fonte: g1