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IBGE, Banco Central e CGU têm concursos com editais previstos até o início de 2027

Fonte: diariodopara.com.br | Data: 09/10/2026 07:19:04

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A autorização para abrir concursos públicos já foi concedida a vários órgãos federais, e a previsão é de que os editais surjam entre o fim de 2026 e o início de 2027. Fazem parte do grupo o IBGE, a Receita Federal, o Banco Central, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

As oportunidades abrangem desde postos temporários de recenseador até funções de nível superior cuja remuneração ultrapassa os R$ 27 mil.

A Câmara dos Deputados se antecipou a essas seleções e, na última sexta-feira (2), publicou o edital de um certame para a carreira de analista legislativo. Serão imediatamente preenchidas 66 vagas, com mais 118 destinadas ao cadastro de reserva; o salário inicial atinge R$ 32.070,88, e os aprovados atuarão em Brasília.

IBGE pode abrir seleção de recenseadores até março de 2027

Do total de funções que o instituto recebeu autorização para contratar, 27.330 postos cabem aos recenseadores, responsáveis por coletar os dados do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Alguns desses cargos já tiveram edital publicado, e a portaria registra que a liberação das vagas ocorreu ainda em dezembro de 2025.

Contratados em caráter temporário, os recenseadores circulam por todas as regiões para reunir os dados. O processo seletivo terá ampla divulgação e deverá observar as cotas de reserva de vagas previstas em lei, cabendo ao próprio IBGE definir a remuneração.

O prazo para publicação do edital é de até seis meses depois da autorização, o que leva a data-limite para março de 2027.

Receita Federal: 146 vagas e edital previsto para dezembro

Foram autorizadas 146 vagas na Carreira Tributária e Aduaneira para um concurso da Receita Federal, distribuídas entre 116 cargos de analista-tributário e 30 de auditor-fiscal. Essa liberação ocorreu em julho, pela Portaria MGI nº 5.505.

A preparação para a seleção da banca organizadora já está em andamento. Uma consulta ao mercado foi aberta no dia 4 de setembro, com o objetivo de escolher qual instituição ficará responsável por elaborar e aplicar as provas.

A previsão é que o contrato seja firmado em outubro e que o edital saia em dezembro deste ano.

Os valores de entrada informados pela Receita são de R$ 12.735,99 no cargo de analista-tributário e de R$ 27.663,52 no de auditor-fiscal. Entre as 146 vagas, 94 ficam na ampla concorrência, 37 são reservadas a pessoas negras, 8 a pessoas com deficiência, 4 a indígenas e 3 a quilombolas.

Dicas para passar num concurso!

CGU e ANPD devem publicar editais até dezembro

Por meio da Portaria MGI nº 5.093, de 22 de junho de 2026, autorizou-se que a Controladoria-Geral da União (CGU) crie 60 postos para o cargo de auditor federal de finanças e controle (AFFC). Desse montante, a ampla concorrência fica com 39 vagas, enquanto 15 são destinadas a pessoas negras, 3 a pessoas com deficiência, 2 a indígenas e 1 a quilombolas.

A partir da portaria, a CGU tem seis meses para divulgar o edital, prazo que termina em 24 de dezembro de 2026. Exige-se nível superior para o cargo, com a formação variando de acordo com a área de atuação.

Detalhes como remuneração, inscrições, o que será cobrado nas provas e como as vagas se distribuem por especialidade ficarão para o edital. As provas, por sua vez, estão previstas para as capitais e o Distrito Federal.

Pela primeira vez, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) terá um concurso voltado a cargos efetivos, oferecendo 50 vagas para a função de especialista na regulação de proteção de dados. Em junho, o processo recebeu aval pela Portaria MGI nº 5.092, que saiu no Diário Oficial da União.

Com salário inicial de R$ 17.726,42, o posto requer nível superior; das vagas, 31 são de ampla concorrência, 13 ficam reservadas a pessoas negras, 3 a pessoas com deficiência, 2 a indígenas e 1 a quilombolas.

No caso da ANPD, há prazo de até seis meses depois da autorização para a publicação do edital, o que significa o limite de 24 de dezembro, enquanto a primeira prova tende a ser aplicada no mínimo dois meses após essa data. Trata-se da etapa inicial rumo ao preenchimento dos 200 cargos efetivos que a Lei nº 15.352/2026 instituiu para o órgão.

A solicitação de um concurso capaz de cobrir todas as posições foi encaminhada em maio pela agência ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Banco Central terá 170 vagas em três carreiras

Entre os três cargos, as 170 vagas liberadas ao Banco Central ficam assim repartidas: 100 destinadas a auditor, 50 a técnico e 20 a procurador. Para auditor e procurador, exige-se nível superior; já técnico pode ser preenchido por quem tem nível intermediário.

Quanto à distribuição, 109 ficam para ampla concorrência, 43 para pessoas negras, 9 para pessoas com deficiência, 6 para indígenas e 3 para quilombolas. Contado a partir da autorização, o prazo para divulgação do edital é de seis meses no máximo, encerrando-se em 3 de janeiro de 2027; depois disso, pelo menos dois meses separam a publicação da primeira prova.

A condução do concurso caberá ao próprio Banco Central. Para que os aprovados sejam nomeados, será preciso homologar o resultado final, obter aval do MGI e contar com recursos orçamentários e financeiros.

A ANPD segue critério parecido: suas convocações igualmente dependem da homologação e da verba disponível.