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Caso Master fica paralisado no STF e acumula decisões pendentes – Fatos Online

Fonte: fatosonline.com.br | Data: 11/10/2026 11:42:06

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A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de concentrar na Presidência da Corte os processos relacionados ao Banco Master provocou um impasse no andamento das investigações. Desde 12 de setembro, quando determinou que o ministro André Mendonça encaminhasse os autos ao seu gabinete, pedidos da Polícia Federal e solicitações de liberdade apresentadas por investigados aguardam análise. Investigadores e advogados apontam que a suspensão dos procedimentos tem dificultado tanto o avanço das apurações quanto a revisão de prisões preventivas.

A medida foi adotada em meio ao agravamento da crise interna no Supremo, após Mendonça solicitar à Polícia Federal um relatório sobre possíveis conexões entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O episódio intensificou as divergências entre integrantes da Corte e abriu espaço para questionamentos sobre a condução das investigações. Aliados de Moraes levantaram suspeitas de direcionamento das apurações por parte de Mendonça, acusação rejeitada pelo relator. O caso Master envolve suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, coação e vazamento de informações sigilosas, além de possíveis relações irregulares com autoridades.

Entre as solicitações que permanecem pendentes estão pedidos de soltura ou revisão de prisão apresentados pelas defesas de Henrique Vorcaro, Fabiano Zettel, Felipe Vorcaro e Daniel Lopes Monteiro. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também solicitou providências para proteger o sigilo das comunicações entre advogados e clientes eventualmente incluídas no material apreendido. Além disso, há manifestações relacionadas ao relatório que gerou o confronto entre Mendonça e Moraes. Com os processos concentrados na Presidência, as defesas afirmam que não conseguem obter decisões sobre questões que consideram urgentes.

Na última quarta-feira (7/10), advogados procuraram o gabinete de André Mendonça para reforçar pedidos de liberdade, mas foram informados de que os autos continuavam sob responsabilidade da Presidência do STF. Segundo relato das defesas, o gabinete do relator teria solicitado a devolução dos processos havia mais de duas semanas, sem receber resposta até aquele momento. A situação aumenta a pressão por uma definição de Fachin, enquanto a investigação permanece marcada por disputas internas e pela ausência de decisões sobre medidas que podem afetar diretamente os direitos dos investigados e o andamento das apurações.