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A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia se intensificou desde o fim do primeiro turno das eleições no último domingo (4) e caminha para uma definição ainda nesta semana. Em conversa com a reportagem do O HOJE, o vereador Thialu Guiotti (Avante) afirma que já contabiliza o apoio de 25 vereadores na disputa pela chefia da Casa e que já trabalha para ser eleito por unanimidade, considerando que, para ser eleito presidente da Câmara, é necessário obter 19 votos.

O vereador reuniu-se em um almoço com o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), com o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), na última terça-feira (6). O encontro aconteceu em meio à intensificação das conversas para que Guiotti seja o indicado da base, com apoio de Romário, para suceder a Presidência da Casa. Thialu classificou o encontro como um “gesto importante” de Policarpo, uma vez que, desde o início das articulações pela sucessão, o presidente da Casa passou a defender que a eleição da Mesa Diretora passará, sobretudo, pela definição do apoio do chefe do Executivo goianiense.

Questionado se buscaria consenso com Ronilson Reis (Solidariedade), Thialu garantiu que irá conversar com o vereador, que também está na disputa pela presidência da Casa, nesta quarta-feira (7). A intenção de Thialu é construir consenso em torno de seu nome para que a eleição aconteça na próxima sexta-feira (8). Entre os vereadores que apoiam Ronilson estão Igor Franco (Podemos), Lucas Kitão (Mobiliza), Luan Alves (MDB), Isaías Ribeiro (Republicanos), Denício Trindade (União Brasil) e Major Vitor Hugo (PL).

Segundo o regimento interno da Câmara, as eleições para definição da Mesa Diretora devem acontecer em sessão especial após convocação prévia de 48 horas. A disputa já pode acontecer a partir deste mês, já que a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que as eleições nas câmaras municipais ocorram em até três meses antes do biênio seguinte. O vereador ainda afirma que já pretende dialogar com os parlamentares a respeito das comissões permanentes, e ressaltou que a decisão cabe aos vereadores, minimizando a interferência do Paço nas eleições da Câmara.