O mercado de trabalho brasileiro vem demonstrando resiliência, mesmo diante do cenário de juros elevados, registrando avanços expressivos nos indicadores de ocupação e renda divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país alcançou o recorde histórico de 103,5 milhões de pessoas ocupadas, das quais 35,9 milhões possuem carteira de trabalho assinada no setor privado. Além disso, a massa de rendimento real habitual atingiu o maior nível da série histórica, somando R$ 385,6 bilhões no trimestre encerrado em agosto.
No cenário sindical, os dados mais recentes do IBGE apontam que 9,1 milhões de trabalhadores brasileiros estavam associados a sindicatos, mantendo estabilidade em relação ao ano de 2024 e representando cerca de 9% do total de ocupados no país. Por outro lado, o contingente de desempregados soma 5,8 milhões de pessoas, enquanto o trabalho informal abrange 13,7 milhões de empregados sem carteira e 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria.
O aquecimento da construção civil e do setor de serviços impulsiona as contratações, mas traz desafios como a escassez de mão de obra qualificada. Para atender a essa demanda, empresas têm investido na formação e no treinamento contínuo de profissionais nos canteiros de obras e em parcerias com instituições de ensino, buscando alinhar a qualificação às exigências tecnológicas da indústria.