Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO) aponta que 74,8% dos gaúchos reduziram suas compras no último ano devido à queda no poder de aquisição. A percepção de perda econômica atinge principalmente a população de menor renda e escolaridade, sendo intensificada pelo avanço do endividamento e pela inflação sobre os itens básicos da cesta familiar.
Embora os dados da inflação calculados pelo IBGE mostrem um acumulado de preços de alimentos próximo da média geral, o primeiro semestre de 2026 registrou forte elevação no setor alimentício no Rio Grande do Sul. Fatores como a alta do frete impulsionada pelo preço do diesel, a redução de áreas plantadas e as consequências de enchentes locais agravaram a oscilação dos preços registrados pelo IBGE.
Apesar da recente queda nos preços de alguns grãos, entidades do setor produtivo alertam que gargalos no fornecimento de combustível para a lavoura podem pressionar novamente os custos no campo. A combinação do encarecimento dos alimentos apontado pelo IBGE com os gastos crescentes em saúde e segurança privada tem levado as famílias gaúchas a reorganizar seus orçamentos diários.