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Um levantamento detalhado traça o perfil socioeconômico e comportamental dos evangélicos em Minas Gerais, apontando características sobre escolaridade, renda e visão política desse grupo religioso. A pesquisa desmistifica estereótipos e revela um público diverso, em que a maioria é composta por mulheres e pessoas casadas, com forte presença de trabalhadores autônomos e empregados do setor privado. Do ponto de vista metodológico, o estudo utilizou dados de referência do Censo Demográfico e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), ambos produzidos pelo IBGE, para realizar a calibração amostral e garantir a representatividade das características demográficas.

Em relação à política e costumes, os dados indicam posicionamentos conservadores em pautas morais, mas também revelam nuances importantes, como o apoio expressivo da maioria dos entrevistados à igualdade de direitos entre homens e mulheres. O estudo aponta ainda que, embora haja uma inclinação predominante à direita no espectro político conforme a idade avança, a população evangélica apresenta heterogeneidade de opiniões, contestando a ideia de um bloco eleitoral homogêneo no estado.