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O IBGE informou que o IPCA subiu 0,67% em abril, desacelerando em relação aos 0,88% registrados em março, mas ainda mantendo forte pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,39%, próxima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Os grupos que mais influenciaram o índice foram alimentação e bebidas, com alta de 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, que avançaram 1,16%. Entre os principais aumentos aparecem cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes, além dos medicamentos, reajustados após autorização federal. Segundo o IBGE, fatores sazonais, redução da oferta agrícola e aumento do custo do frete contribuíram para o avanço dos preços.

Os combustíveis também tiveram impacto relevante na inflação, especialmente gasolina e diesel, influenciados pela guerra no Oriente Médio e pela alta internacional do petróleo. A gasolina subiu 1,86% em abril, enquanto o diesel acumulou nova alta, pressionando os custos de transporte e distribuição de produtos. O IBGE destacou que o encarecimento dos combustíveis afeta diretamente o valor dos alimentos transportados por rodovias. Em contrapartida, as passagens aéreas registraram queda significativa no período, ajudando a conter um avanço ainda maior do índice. Economistas avaliam que a inflação segue disseminada e que o cenário internacional continuará influenciando os preços nos próximos meses.