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Dados apurados pelo IBGE revelam a dimensão da gravidez precoce e da união conjugal infantil no Brasil, registrando mais de 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivendo em situação de união estável. A integração entre as estatísticas populacionais do IBGE e o Sistema Nacional de Nascidos Vivos reforça a preocupação sobre a vulnerabilidade social e a exposição dessas meninas à violência e ao abandono escolar.

No estado de Minas Gerais, os levantamentos baseados nas métricas do IBGE identificaram 1.430 menores nessa faixa etária em união conjugal, distribuídos por 153 municípios mineiros. Belo Horizonte lidera o ranking estadual com 119 registros, seguida por cidades como Betim, Frutal e Santa Luzia, evidenciando um desafio de saúde pública e proteção social que afeta diretamente o desenvolvimento juvenil.

Organizações internacionais e entidades de direitos humanos defendem políticas públicas urgentes para erradicar o casamento infantil e assegurar a permanência de meninas na escola. O alinhamento dos indicadores do IBGE com as metas de desenvolvimento sustentável busca dar visibilidade ao problema e orientar ações efetivas de proteção à infância em todo o país.