O médico responsável pela anestesia do bebê Pedro Henrique Falcão, de um ano e três meses, foi indiciado por homicídio culposo após a morte da criança durante uma cirurgia de fimose realizada no Hospital Municipal de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Segundo a investigação, o menino passou mal durante a aplicação da anestesia e morreu ainda na unidade de saúde. A família afirma que houve erro na dosagem aplicada e denuncia uma série de falhas no atendimento prestado.
De acordo com o inquérito policial, o médico Orlando Miguel não possuía especialização registrada em anestesiologia no Conselho Regional de Medicina e teria tentado obter o registro apenas após a morte da criança. A investigação também identificou ausência de documentos obrigatórios, falhas no prontuário médico, inexistência de equipamentos adequados para intubação e falta de medicamentos necessários para reverter possíveis complicações. A família agora busca que o caso seja tratado como homicídio com dolo eventual, alegando que a morte não foi uma fatalidade, mas consequência de sucessivos erros médicos e estruturais.