A continuidade do conflito no Oriente Médio tem ampliado preocupações globais sobre segurança alimentar e impactos econômicos. Segundo análises da Organização das Nações Unidas (ONU), o fechamento do Estreito de Hormuz já contribui para o aumento da fome, principalmente devido à alta nos preços de produtos básicos, como arroz e trigo. O Programa Mundial de Alimentos alerta para risco de ruptura no fornecimento de ajuda humanitária nos próximos meses, reduzindo o alcance da assistência prevista para 2026. Caso a guerra se prolongue por seis meses, mais de nove milhões de pessoas poderão ficar sem apoio alimentar, com crianças menores de cinco anos entre as mais vulneráveis.
Além dos efeitos sobre alimentos, a crise também deve impactar o setor aéreo global por um longo período. Consultorias do setor indicam que o fechamento do Estreito de Hormuz provocou queda significativa na oferta de combustível de aviação, elevando os preços e pressionando as finanças das companhias aéreas. O aumento do petróleo já preocupa empresas do setor, incluindo companhias brasileiras, diante da possibilidade de encarecimento das passagens e redução do ritmo de recuperação do mercado aéreo após a pandemia. Especialistas apontam que, mesmo com uma eventual estabilização do conflito, a normalização da produção e do abastecimento de combustíveis poderá levar vários meses.