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mensagens ligam ministro ao caso Master

Fonte: redebcn.com.br | Data: 07/03/2026 06:23:40

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Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que o ministro Alexandre de Moraes manteve diálogos informais com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia da prisão do empresário, em novembro de 2025. O contato coloca o STF sob pressão no grande escândalo financeiro recente do Brasil.

Quais informações foram descobertas pela Polícia Federal?

A PF extraiu do celular do banqueiro Daniel Vorcaro troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes. Eles mostraram que Vorcaro relatou detalhes sobre a venda do Banco Master e questionou sobre um inquérito sigiloso que corrigiu contra ele. As investigações sugerem que o banqueiro tentava obter informações privilegiadas ou ajuda para evitar sua prisão, ocorrida durante a operação Compliance Zero, por suspeitas de fraudes bilionárias.

Como funcionava a comunicação entre o banqueiro e o ministro?

Os diálogos ocorriam por aplicativos de mensagens. Segundo o pesquisador, Moraes utilizou um recurso de visualização único, que apagou o texto logo após a leitura, o que dificultou a recuperação total do conteúdo. Já as mensagens de Vorcaro foram preservadas. Em uma delas, o banqueiro pergunta se havia novidade ou algo a ‘bloquear’. Moraes negou os contatos, classificando as informações como mentiras destinadas a atacar o Supremo Tribunal Federal.

Qual é a relação da esposa do ministro com o Banco Master?

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, possui um contrato de R$ 129 milhões para defesa dos interesses do Banco Master. Embora Daniel Vorcaro alegasse que o escritório prestava serviços de compliance (regras para garantir a ética e a legalidade da empresa), especialistas apontam que o contato direto entre um juiz e um cliente de familiares é problemático, pois magistrados devem se comunicar apenas pelos autos do processo e via advogados.

Houve contato com outras autoridades sobre o banco?

Sim. Além das mensagens com Moraes, as investigações revelaram que o ministro teria mantido contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em dezembro. O objetivo seria discutir a situação financeira do Master para evitar a liquidação da instituição. A assessoria do ministro negou pressão e afirmou que os encontros trataram apenas de avaliações impostas internacionais contra ele e sua esposa pela Lei Magnitsky.

Quais podem ser as consequências deste caso para o STF?

O envolvimento de ministros em um escândalo que já soma prejuízos de R$ 51 bilhões gera uma crise institucional. Os juristas alertam que o tribunal pode ficar travado se vários magistrados apresentarem que se declarem impedidos de julgar o caso por relações de proximidade com o banqueiro. O episódio também gera desgaste na imagem pública da Corte, criando divisões tanto na sociedade civil quanto no meio jurídico brasileiro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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