Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Economista da ABL pede debate sobre impeachment de ministros do STF no caso Banco Master

Fonte: contrafatos.com.br | Data: 08/03/2026 20:31:47

🔗 Ler matéria original

Economista e escritor Eduardo Gianetti critica relação de ministros do STF com Daniel Vorcaro no caso Banco Master

O economista e escritor Eduardo Gianetti, integrante da Academia Brasileira de Letras, afirmou estar “estarrecido” com a proximidade entre os do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Gianetti avaliou que os episódios levantados nas investigações são graves e justificariam um debate institucional sobre o afastamento dos magistrados.

“São dois casos da maior gravidade”, afirmou. “Eu acho, na minha modesta opinião, que a questão do impeachment de ministro do Supremo é pertinente nesses dois casos.”

Questionamentos sobre atuação no caso

O economista criticou o fato de Dias Toffoli ter aceitado a relatoria de questões relacionadas ao caso mesmo sendo, segundo reportagens, sócio de empresa beneficiada em operações ligadas ao banco.

Também mencionou pagamentos recebidos pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, provenientes do Banco Master.

Para Gianetti, situações como essas deveriam levar a discussões mais amplas sobre conflitos de interesse dentro do Supremo.

Avaliação sobre o Banco Central

Durante a entrevista, o economista também comentou a atuação do do no caso.

Segundo ele, a instituição teria resistido a pressões para autorizar a venda do Banco Master ao Banco de Brasília.

Gianetti destacou que, apesar das suspeitas envolvendo alguns integrantes do sistema financeiro, a autoridade monetária teria cumprido seu papel ao impedir que prejuízos fossem transferidos ao contribuinte.

“No balanço geral, acredito que o BC cumpriu seu papel, porque o esquema estava montado para jogar para o contribuinte o rombo produzido por essa gestão fraudulenta e temerária.”

Debate sobre o tamanho do rombo

O economista também questionou estimativas que apontam um de cerca de R$ 40 bilhões no caso do Banco Master.

Segundo ele, parte do valor estaria relacionada à perda de valor de ativos e não necessariamente a desvios diretos.

“É inimaginável uma perda de R$ 40 bilhões”, disse. “Não é esse o volume real, porque existe uma contrapartida que está no banco e pode e deve ser usada para o ressarcimento dos aplicadores.”

Falhas regulatórias e uso do Fundo Garantidor

Na análise de Gianetti, o banco teria explorado brechas regulatórias, incluindo mecanismos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos.

Ele também afirmou que a instituição financeira teria buscado apoio político e institucional nos Três Poderes.

Defesa de regras éticas mais rígidas no STF

Apesar das críticas, o economista ressaltou que apoiou anteriormente iniciativas de Alexandre de Moraes relacionadas aos processos dos atos de Ataques de de 2023.

Segundo Gianetti, a oposição política tende a misturar esse tema com os escândalos envolvendo o Banco Master.

Por isso, ele defende a criação de códigos de ética mais rigorosos para ministros do STF, com regras claras sobre conflitos de interesse, impedimentos e transparência.

Na avaliação do economista, mecanismos desse tipo ajudariam a reduzir questionamentos sobre parcialidade em decisões sensíveis do tribunal.As informações são da Revista Oeste. 

Veja também