Marjorie Estiano estrela de filme que retrata a ditadura na América Latina
Fonte: lorena.ig.com.br | Data: 09/03/2026 11:51:52
Produção acompanhará a história de militantes que desafiaram regimes autoritários durante os anos de repressão no continente; ainda sem previsão de estreia
A atriz Marjorie Estiano será a protagonista do filme “Clamor”, nova produção brasileira que irá retratar o período de ditaduras militares na América Latina. A produção, baseada no livro homônimo do escritor Samarone Lima Oliveira, coloca em foco um grupo de militantes criado em São Paulo que atuou contra os regimes autoritários no continente ao ajudar a localizar desaparecidos e perseguidos políticos.
Após o sucesso de “Ainda Estou Aqui”, Marjorie Estiano estrela longa que acompanha a história do grupo Clamor, organização criada com o objetivo de localizar e acolher refugiados políticos latino-americanos e denunciar os crimes das ditaduras na década de 1970 . Segundo a Coluna Play, a produção terá direção da brasileira Malu de Martino (“Mulheres do Brasil”) e roteiro da chilena Dominga Sotomayor, com gravações acontecendo em Santos, no Brasil, e em Valparaíso, no Chile.
Na trama narrada pelo livro de Samarone Lima Oliveira, o grupo Clamor, criado com o apoio do bispo Dom Paulo Evaristo Arns, vai em busca de duas crianças desaparecidas em Buenos Aires que, após o assassinato dos pais, são levadas por militares. A avó das crianças, desesperada, busca ajuda para localizar os netos, e o grupo acaba os encontrando em Valparaíso, no Chile.
Sucesso de “Ainda Estou Aqui” impulsiona enredos sobre ditadura
A aclamação da crítica global de “Ainda Estou Aqui”, longa dirigido por Walter Salles estrelando Fernanda Torres e Selton Mello, representou um marco para o cinema brasileiro. O sucesso do filme não apenas projetou o cinema nacional no cenário internacional, como também incentivou o surgimento de novas obras dedicadas a revisitar histórias silenciadas pelo período militar, como “O Agente Secreto”.
Segundo o Coluna Play, Marjorie Estiano estrelará longa sobre a ditadura (Foto: reprodução/Instagram/@colunaplay)
O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, retrata a ditadura militar sob uma abordagem diferente da produção de Walter Salles. Segundo o protagonista Wagner Moura, “O Agente Secreto” é um “suspense de conspiração focado em um personagem só”, trazendo um lado menos sensível e menos explícito do período. “A ditadura ainda é uma ferida aberta na nossa vida, e acho que devemos continuar fazendo filmes sobre [ela]. Cada um vai ser diferente do outro”, disse Moura em entrevista no Globo de Ouro em janeiro deste ano.
O Agente Secreto é um marco do cinema brasileiro
O filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, vem dando continuidade á um período de vitórias para o cinema brasileiro. Os 13 minutos de aplausos após sua transmissão durante o Festival de Cannes em maio do ano passado foi apenas o começo da jornada de sucesso do longa. Com protagonismo de Wagner Moura, o filme faz história no Oscar deste ano, com 4 indicações – entre elas as duas maiores categorias da noite, Melhor Filme e Melhor Ator para Moura.
Indicações de O Agente Secreto no Oscar 2026:
Melhor Filme
Melhor Filme Internacional
Melhor Ator – Wagner Moura
Melhor Elenco
Wagner Moura com seu prêmio de Melhor Ator no Globo de Ouro (Foto: Reprodução/Etienne Laurent/Getty Images Embed)
A trajetória impressionante de “O Agente Secreto” também garantiu – dentre outros prêmios – o Globo de Ouro de Melhor Ator á Wagner Moura no início deste ano, mas a aclamação internacional do filme é apenas a ‘cereja do bolo’ para o ator veterano. “A atenção que esses filmes brasileiros estão recebendo é especial […] e o Brasil agora tem um governo que é favorável á cultura, ao cinema. Ver os brasileiros se reunindo em torno de filmes culturais é lindo”, disse Moura para a revista norte-americana Variety.