Magistrados do Rio participam de roda de conversa com ministro no Tribunal do Júri
Fonte: amaerj.org.br | Data: 10/03/2026 18:23:51
Uncategorized |
10 de
março de
2026
16:13
Magistrados do Rio participam de roda de conversa com ministro no Tribunal do Júri

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), lançou a 2ª edição do livro “Translúcida”, nesta segunda-feira (9), no Antigo Tribunal do Júri, no Centro do Rio. No evento, foi realizada roda de conversa com os desembargadores Cláudio dell’Orto, Cristina Gaulia e Andréa Pachá; e o juiz Eric Scapim.
Também houve a abertura de mostra fotográfica sobre a obra, que reúne imagens de detentas transgênero do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros II, em São Paulo. As fotos foram tiradas pelo ministro Sebastião Reis Júnior. “Translúcida” visa provocar o debate sobre direitos humanos, sistema prisional e o direito à própria identidade.
“A fotografia me permitiu conhecer muitas coisas que eu não conhecia antes. Tirar fotos me fez olhar para outras realidades, para uma visão de mundo diferente”, afirmou o ministro do STJ.

O encontro foi promovido pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) e pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ).
O diretor-geral da EMERJ, o desembargador Cláudio dell’Orto, destacou a importância de o Poder Judiciário desenvolver atividades que vão além do julgamento de processos. “Nós precisamos realmente investir em um esforço necessário para que toda atividade que nós exercemos seja voltada a cumprir essa função de garantia de uma sociedade livre, democrática, pluralista e sem preconceito”, disse o magistrado.
Responsável pelo CCPJ, a desembargadora Cristina Gaulia destacou o livro e a cultura como formas de dar visibilidade a grupos historicamente invisibilizados. “Aqui no nosso Tribunal, há um esforço extremamente intenso para tornar mais transparentes, mais presentes e mais visíveis aquelas pessoas que a nossa sociedade, historicamente, tem a tendência de invisibilizar”, afirmou a desembargadora.

A presidente do Fórum Permanente de Direito, Arte e Cultura da EMERJ, desembargadora Andréa Pachá, afirmou que a exposição e o livro representam um exercício completo de empatia e de generosidade, atributos essenciais para o exercício da jurisdição. “Essa exposição fala sobre a possibilidade de reconhecer direitos mesmo nas condições mais adversas, apesar de toda invisibilidade e sobre a possibilidade de ser tratado como pessoa, com respeito e confiança.”
Presidente do Fórum Permanente de Direito da Antidiscriminação e da Diversidade Sexual da EMERJ, o juiz Eric Scapim ressaltou que “garantir a existência das pessoas é garantir a sobrevivência no mundo”. “É com muita felicidade que vejo esta exposição”, disse.
(Com informações do TJ-RJ e da EMERJ)

Leia também: AMAERJ promove treinamento de defesa pessoal para mulheres
Artigo do desembargador Wagner Cinelli é publicado pelo jornal ‘Monitor Mercantil’
Desembargador Claudio Mello é eleito 1º vice-presidente do Coptrel