De volta ao BNB, Paulo Câmara diz que Ceará é a grande referência para os estados
Fonte: opovo.com.br | Data: 10/03/2026 18:54:13

Resumo
O BNB projeta contratar até R$ 75 bilhões em 2026, após um crescimento de 50% nos últimos três anos de gestão
Em 2025, a instituição registrou altas expressivas no microcrédito urbano (11,3%) e no financiamento à agricultura familiar (12,4%)
Paulo Câmara priorizará o alinhamento com políticas federais, como o Plano Safra e a Nova Indústria Brasil, além de grandes obras
O presidente confirmou a manutenção da atual diretoria e reforçou o compromisso técnico do banco, focado em parcerias regionais
O ano de 2026 deve ampliar o crescimento de contratações pelo Banco do Nordeste (BNB) em até R$ 7 bilhões se atingir a meta máxima de financiamento de R$ 75 bilhões. E a grande referência para as operações da instituição em outros estados é o Ceará.
As afirmações são de Paulo Câmara, que reassumiu a Presidência do BNB oficialmente na noite da segunda-feira, 9, e conduziu a primeira reunião de diretoria na manhã desta terça-feira, 10.
Em entrevista exclusiva ao O POVO, ele contou que a captação de recursos com fundos externos para a ampliação do poder de desembolso do BNB já teve a totalidade aprovada no ano passado, o que assegura o cumprimento da cifra.
“O que já tinha de aprovar, a gente aprovou. Chegamos a R$ 68 bilhões (em contratações) no ano passado e a meta é alcançar entre R$ 70 bilhões e R$ 75 bilhões neste ano. Mas, se formos olhar o que fizemos em três anos, nós atingimos 50% de crescimento“, afirmou, ressaltando o período em que esteve à frente da instituição.
Fora da Presidência nos últimos cinco meses para cumprir a quarentena exigida por lei – a qual estava fora de validade quando ele assumiu em 2021 -, Câmara viu de fora os resultados crescentes de 2025.
No período, o BNB registrou uma expansão de 3,5% ao atingir R$ 6,3 bilhões destinados às micro e pequenas empresas. Além disso, cresceu 12,4% nos desembolsos para agricultura familiar ao chegar a R$ 10,7 bilhões e outros 11,37% no microcrédito orientado urbano ao alcançar R$ 13,4 bilhões.
Perguntado sobre o desempenho do Banco do Nordeste entre os estados, Paulo Câmara afirmou que está “satisfeito porque o banco tem conseguido crescer em todos os estados”.
“Nenhum estado cresceu muito e outro não cresceu. A gente conseguiu dar uma uniformidade real no crescimento. O Ceará continua sendo a grande referência, porque o banco aqui é incorporado na sociedade, que confia muito no banco”, disse.
Próximo de políticas públicas
Sobre os focos para este ano, ele apontou a participação em programas federais estratégicos para o BNB e citou o Plano Safra e a Nova Indústria Brasil.
“Nós vamos procurar estar muito próximos das políticas públicas do Governo Federal, como já tivemos desde o início. Além dos grandes empreendimentos”, destacou, citando a Transnordestina, na qual o BNB teve “teve um papel fundamental”.
Sem mudanças na gestão
De volta ao cargo, ele assegurou que não deve promover mudanças nas diretorias executivas do BNB. Wanger Rocha, que acumulava o cargo de presidente interino, volta a se dedicar exclusivamente à diretoria de Negócios.
Quando perguntado sobre mudanças nas superintendências estaduais, Câmara descartou qualquer alteração se dizendo satisfeito com as gestões.
“A perspectiva é continuar com o mesmo quadro nas superintendências. O que vale muito aqui no banco é a questão dos resultados e os resultados foram muito bons em 2025”, acrescentou.
Eleições e a atividade do BNB
Paulo Câmara também comentou que espera uma troca nos comandos de estados e prefeituras até a metade do ano devido às eleições e disse ter como tarefa para os superintendentes estaduais o alinhamento com os governadores e prefeitos para assegurar as parcerias seladas com o BNB.
Ao mesmo tempo, ele observa que as eleições em si não devem gerar qualquer prejuízo às atividades do Banco do Nordeste por não ter nenhuma demanda em curso no Congresso.
Ex-governador de Pernambuco, Câmara disse que não está mais filiado a partido algum, que sabe do quanto as pessoas ainda o procuram, mas busca separar o banco da política.
“Quando eu aceitei a missão de vir para o Banco do Nordeste, eu já sabia que não dava para conciliar uma atividade como presidente de um banco de toda uma região com movimentos políticos”.
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