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BH amplia rede de estações de larvicida na luta contra a dengue

Fonte: otempo.com.br | Data: 12/03/2026 15:37:22

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Thiago Cândido

O combate à dengue em Belo Horizonte vai ganhar um reforço tecnológico. A prefeitura pretende ampliar, nos próximos meses, a instalação das chamadas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) em todas as regionais da capital, como estratégia para reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da chikungunya e da zika.

Os equipamentos são recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida, que atraem as fêmeas para a postura de ovos. Ao entrar em contato com a tela, o mosquito fica com pequenas partículas do produto nas patas e no abdômen e acaba levando a substância para outros criadouros. Com isso, o produto se espalha por diferentes focos e impede o desenvolvimento das larvas.

Atualmente, cerca de 3,5 mil estações já estão instaladas em pontos considerados estratégicos da cidade, principalmente em áreas mais vulneráveis à proliferação do inseto. A quantidade de novas unidades previstas não foi confirmada pela prefeitura.

A manutenção das armadilhas é feita quinzenalmente por Agentes de Combate a Endemias (ACE), que substituem a água dos recipientes e verificam as telas impregnadas com o larvicida.

Outras ações de combate

Segundo a PBH, o enfrentamento ao Aedes aegypti ocorre durante todo o ano, independentemente do número de casos registrados. Agentes de endemias realizam visitas a imóveis residenciais e comerciais para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.

Em áreas com suspeita de transmissão das doenças, também pode ser feita a aplicação de inseticida por Ultra Baixo Volume (UBV) — técnica conhecida como fumacê.

Outro instrumento utilizado pelo município são as ovitrampas, armadilhas que simulam condições ideais para a reprodução do mosquito. Elas ajudam a monitorar a presença do Aedes aegypti e permitem intensificar ações preventivas nas regiões com maior circulação do inseto.

Além disso, a prefeitura promove mutirões de limpeza em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e participa do projeto de liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão de vírus como dengue, chikungunya e zika.

De acordo com o diretor de Zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Viana, as diferentes estratégias são importantes para manter as doenças sob controle. “Temos um conjunto de ações, em diversas frentes, que somadas à participação da população, contribuem para que a gente mantenha a dengue, chikungunya e zika sob controle. Também instalamos as Estações Disseminadoras de Larvicida em centros de saúde e escolas, de forma a ampliar a área de cobertura da estratégia”, afirmou.

A prefeitura também mantém a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. As doses são aplicadas nos centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.