Como ‘O Agente Secreto’ contrariou expectativas da indústria cinematográfica e chegou ao Oscar
Fonte: valor.globo.com | Data: 13/03/2026 05:07:22
Não estranhe se uma perna cabeluda atravessar o tapete vermelho do Oscar no próximo domingo. A lenda urbana recifense materializada no filme “O Agente Secreto” saltou das telas e se tornou um elemento de divulgação do filme, presente até na festa comemorativa depois da exibição no Festival de Cannes, em maio do ano passado.
A história da perna sem corpo que atacava pessoas em Recife nos anos 70 se tornou uma válvula de escape e resistência à opressão da ditadura, frequentando o imaginário popular, as páginas de jornal e assustando crianças da época, como o diretor Kleber Mendonça Filho. O trauma se converteu em um dos melhores momentos do mosaico multifacetado, bem-humorado e também soturno do Brasil da ditadura civil-militar elaborado em “O Agente Secreto”.
Dando continuidade à boa onda que tem feito o cinema brasileiro navegar pelo mundo, “O Agente Secreto” concorre em quatro categorias do Oscar, o prêmio mais cobiçado do cinema, que será entregue no próximo domingo: melhor filme, filme internacional, ator (Wagner Moura) e direção de elenco (Gabriel Domingues).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/o/s/9lJHvASYCfgASO4jFnjQ/indicados-oscar-site.jpg)
Assim, iguala o recorde de “Cidade de Deus”, outro brasileiro quadruplamente indicado, em 2004, e pega o bastão de “Ainda Estou Aqui”, que, no ano passado, recebeu três indicações e trouxe a primeira estatueta para o Brasil (de melhor filme internacional).
Mas há uma diferença. “O Agente Secreto” é o primeiro filme brasileiro que chega ao Oscar produzido fora do eixo Rio-São Paulo (pela produtora Cinemascópio, de Kleber e Emilie Lesclaux, sediada no Recife). É também uma produção lançada nas salas brasileiras por uma distribuidora independente, a Vitrine. Esses feitos ganham significado especial em um momento de fortes disputas em torno da diversificação das políticas públicas, descentralização dos investimentos e apoio à distribuição independente e a outros segmentos da cadeia audiovisual.
“O Agente Secreto” no Oscar confirma a importância da possibilidade do risco em uma indústria criativa. Confirma também a força do cinema feito no Nordeste, especialmente o pernambucano, que desde meados dos anos 2000 tem se provado um dos mais férteis e desafiadores da produção brasileira. Consagra, ainda, a carreira do diretor Kleber Mendonça Filho e da produtora Emilie Lesclaux, parceiros de vida e sócios na Cinemascópio.
“Mais importante do que ter uma produção fora do eixo Rio-São Paulo fazendo sucesso fora do Brasil é que essas produções sejam vistas no próprio país. Os filmes brasileiros, em sua diversidade, constroem nossa identidade, que vai muito além dos sotaques das novelas”, diz Wagner Moura, que pelo seu trabalho em “O Agente Secreto” já ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes e o Globo de Ouro de melhor ator em drama. “E o cinema nordestino, notadamente o pernambucano, tem sido a vanguarda do cinema brasileiro já há muito tempo.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/A/M/nTZHUWRqGBjvBmK0LB7Q/foto13cul-102-oscar-d1.jpg)
O sucesso de bilheteria no Brasil, por sua vez, consolida o trabalho de formiguinha feito pela distribuidora Vitrine, que desde sua fundação, em 2010, vem apostando em filmes considerados pequenos pelo mercado. “O Agente Secreto” é o primeiro blockbuster da companhia, com mais de 2,5 milhões de ingressos vendidos e uma receita bruta que passa de R$ 50 milhões. O filme já superou a marca do “break even”, ou seja, recuperou os gastos de lançamento.
Os resultados de “O Agente Secreto” não são um fenômeno isolado, mas fruto de um trabalho contínuo. “A parceria com a Vitrine e, neste ano, com a Neon, nos EUA, são relações de trabalho que se misturam com afeto, respeito e amizade. O que me estimula muito. Não conseguiria trabalhar com pessoas com quem eu estivesse sempre batendo de frente, tendo que consertar erros”, diz Kleber Mendonça Filho.
“Somos empresas irmãs”, completa Silvia Cruz, sócia-diretora da Vitrine, referindo-se à Cinemascópio. “Temos mais ou menos a mesma idade e trabalhamos juntos desde o documentário ‘Crítico’, o primeiro longa de Kleber. Estamos na sexta colaboração, é uma trajetória de 15 anos.”
“A Vitrine lançou ‘Crítico’, que, se não me engano, vendeu pouco mais de 800 ingressos”, lembra Kleber. “Mas nunca reclamei disso. Apesar de amar esse filme, entendi que era esse seu tamanho. Ao mesmo tempo, ele ganha peso com o passar do tempo e desperta interesse até hoje. Foi também um filme muito importante pessoalmente, porque selou um momento de transição da crítica para o fazer filmes.”
Enquanto realizava curtas, Kleber foi também programador de salas e crítico de cinema, colaborando para vários veículos. Ele cobriu o Festival de Cannes durante vários anos para o Jornal do Commercio, de Recife.
Apesar de ter recebido prêmios no Festival de Roterdã, na Holanda, o longa seguinte de Kleber, “O Som ao Redor”, foi recusado por duas distribuidoras brasileiras que trabalham com “filmes de arte” – termo que Kleber detesta. “O mercado tem mania de criar escaninhos, mas eu nunca, até onde sei, fiz um filme de arte. Não é esse meu objetivo”, diz. Com as recusas, “O Som ao Redor” foi para as mãos da Vitrine e se tornou também um título importante para a distribuidora.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/P/F/PUIPgkSqmRIekopdPtSw/foto13cul-103-oscar-d1.jpg)
“O filme terminou fazendo 100 mil espectadores, um sucesso para um lançamento que, na época, teve orçamento de apenas R$ 180 mil. Daí fomos para ‘Aquarius’, ‘Bacurau’, ‘Retratos Fantasmas’ e agora ‘O Agente Secreto’, todos lançados com uma parceria real de ideias vindas dos dois lados. A prova é que cada um deles foi maior do que o anterior. Até ‘Retrato Fantasmas’, que é um filme-ensaio, chegou a 85 mil espectadores nos cinemas, bem mais do que ‘Crítico’. Nunca tratamos, nem eu, nem Emilie, nem a Vitrine, nossos filmes como ‘filmes de arte’. Tratamos como filmes”, diz Kleber.
Um detalhe fundamental dessa parceria é o entendimento de que a distribuição precisa ser pensada desde o início do projeto. Silvia Cruz conta que as ideias para o lançamento começam a ser trabalhadas ainda na fase de roteiro. “Depois de lançar ‘O Som ao Redor’, li os roteiros de ‘Aquarius’ e de ‘Bacurau’, que foram desenvolvidos praticamente ao mesmo tempo.”
Esse acompanhamento permite que, antecipadamente, sejam identificados os elementos com potencial de serem trabalhados para criar expectativa, elemento mais importante na busca por proeminência. “Nossa equipe acompanha as filmagens em alguns dias-chave previamente escolhidos, fazendo fotos, vídeos e já pensando nos trailers”, conta Cruz. O material é divulgado aos poucos na imprensa e nas redes sociais.
No caso de “O Agente Secreto”, Cruz, que mora na cidade de San Sebastián, na Espanha, visitou Kleber em Bordeaux, na França, onde ele escreveu o roteiro de “O Agente Secreto” (no escritório do cinema Utopia, que por sua vez ocupa o espaço de uma igreja). Já a partir dali, observava elementos que poderiam ser trabalhados, como a perna cabeluda, o tubarão ou objetos icônicos dos anos 70. A presença de Tânia Maria como dona Sebastiana, desejada por Kleber desde o roteiro, também foi um dos pontos fortes da divulgação.
Cruz ressalta outro detalhe essencial. Além de crítico, Kleber foi programador de filmes, como, por exemplo, do cinema da Fundação Joaquim Nabuco, sala pública do Recife. Até hoje, Kleber supervisiona a programação do Instituto Moreira Salles e produz, ao lado de Lesclaux, o festival Janela Internacional de Cinema do Recife. A preocupação de como compartilhar o filme com uma audiência é parte da trajetória do cineasta.
“Quando digo que Kleber se importa com o público não é no sentido de tornar as coisas mais fáceis. Ele admira muito o público e acha que merece o melhor. A melhor produção, a melhor imagem, o melhor efeito, o melhor som, a melhor mise-en-scène. Quer fazer o melhor, e não o mais fácil e o que vai agradar.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/p/c/mGZb1hSXapKbGkLSAPCg/foto13cul-104-oscar-d1.jpg)
O fato de “O Agente Secreto” ter sido lançado em mais de mil salas – tamanho de um blockbuster – e de ter conseguido até o momento 2,5 milhões de ingressos, com uma sustentação incomum nas salas de cinema antes de chegar ao streaming (o filme estreou na plataforma Netflix no dia 7 de março), surpreendeu muitos agentes do mercado, que o consideravam uma obra de nicho.
“Gosto de contrariar expectativas, e isso já tinha acontecido com ‘Bacurau’, que chegou perto de 800 mil espectadores”, diz Kleber. “Há nos lançamentos dos meus filmes uma defesa grande da sala de cinema, o que, tenho percebido, já não é tão importante para algumas distribuidoras e produtoras. Para mim, a sala de cinema não só é um espaço de bilheteria, mas é, principalmente, o espaço onde se constrói a personalidade de um filme.”
Quando lançado, em 2012, “O Som ao Redor” foi exibido principalmente em salas públicas e no “circuito de arte”. Kleber lembra que várias pessoas dividem com ele a lembrança de ter visto o filme no CineSesc (em São Paulo), no Capitólio (em Porto Alegre) ou nas salas São Luiz do Recife e de Fortaleza. Com a expansão do interesse das plateias e do próprio mercado, seus longas começaram a ocupar também as salas comerciais dos multiplex.
“Com ‘O Agente Secreto’, chegamos a mais de mil salas, formando um circuito plural e multifacetado. Desde ‘Aquarius’, usando muito da minha experiência como programador, eu e a Vitrine estimulamos o circuito exibidor para quebrar essa hierarquia entre as salas públicas, onde os ingressos são mais baratos, e as salas comerciais, onde os ingressos são mais caros. Defendemos que os filmes entrem em todo tipo de sala no dia da estreia, no Brasil inteiro. Não faz sentido o cinema da Fundação Joaquim Nabuco só exibir determinado filme três semanas depois do lançamento, como é comum. Isso, para mim, não existe. Desde ‘Aquarius’, ‘Bacurau’, ‘Retratos Fantasmas’ e, agora, em grande estilo, com ‘O Agente Secreto’, colocamos essa filosofia em prática. E a prova de que funciona é que o filme lotou salas como o São Luís de Recife, onde os ingressos custam R$ 10 e R$ 5, e as salas premium da Cinemark e da UCI. Cada cinema tem seu público e sua geografia.”
Esse movimento tão difícil de se obter hoje em dia (convencer uma pessoa a sair de casa para ver um filme) é uma missão capitaneada pelos distribuidores, mas que precisa ser compartilhada por todos, em etapas. Cabe aos distribuidores planejar ações a partir do entendimento da escala de cada obra e organizar um lançamento proporcional ao seu tamanho e à sua capacidade de gerar interesse de diferentes plateias. Há filmes e públicos para todos os gostos e tamanhos, dos mais específicos aos mais abrangentes. Se for depender apenas dos blockbusters, a indústria do cinema está sujeita a uma perigosa saturação de interesse, à homogeneização e à falta de renovação – ou seja, em longo prazo, à morte.
Nesse ponto, as políticas públicas são fundamentais. “Uma distribuidora brasileira independente como a Vitrine não sobreviveria sem incentivos públicos. São filmes que necessitam de apoio”, diz Silvia Cruz. A Vitrine foi criada em 2010 a partir de uma observação de Cruz: vários filmes que ela admirava não tinham chance de distribuição por serem considerados pequenos demais. “Os primeiros lançamentos da Vitrine ganharam o edital de distribuição da Petrobras, e desde então construímos uma parceria”, conta Cruz. A Sessão Vitrine, por exemplo, foi um modelo criado que permite a permanência de alguns filmes considerados “difíceis”, aumentando suas chances de serem vistos e descobertos.
Como “Ainda Estou Aqui”, “O Agente Secreto” também conquistou uma cobiçada e difícil vaga na competição de um grande festival internacional (Veneza e Cannes, respectivamente), as mais importantes janelas de internacionalização, e de lá saíram premiados.
Ambos também foram projetos de costura complexa, que contaram com coprodutores e distribuidores ao redor do mundo. Desde “O Som ao Redor”, o cinema de Kleber vem ampliando parceiros que, no caso de “O Agente Secreto”, criaram uma aliança para potencializar seu lançamento em cada território. O desejo de usar no trailer uma música de Ennio Morricone presente no filme, por exemplo, custou um valor alto, que foi rateado em conjunto pela Vitrine, pela francesa MK2 e pela Neon, distribuidora do filme nos EUA.
Os filmes brasileiros, em sua diversidade, constroem nossa identidade, que vai muito além dos sotaques das novelas”
Os mesmos parceiros seguem unidos na campanha do Oscar. Como conta Emilie Lesclaux: “A Neon é a principal responsável na coordenação, mas a Vitrine também tem sido parceira incansável, assim como a Mubi, que representa o filme no Reino Unido e na América Latina. A Mubi realizou sessões para votantes da Academia em Londres e na Cidade do México, e a MK2, na França”. Na rota para o Oscar, o filme precisa ser visto pelo maior número possível de votantes, e a mera disponibilização da obra na plataforma da Academia, ressalta Lesclaux, não é suficiente.
Segundo reportagem da Variety, a Academia hoje “conta com 11.126 membros, dos quais 10.136 são eleitores ativos”. Apesar do esforço de internacionalização e diversificação, o corpo continua sendo majoritariamente branco e americano, “embora essas demografias variem conforme o ramo. O ramo de atores, o maior, com 1.311 membros, tornou-se um dos principais motores de diversificação nos últimos anos”.
Nesse contexto, sessões especiais, muitas vezes apresentadas por nomes prestigiados da indústria e seguidas por uma sessão de perguntas, são parte essencial da busca por votos. “Para filmes internacionais ou independentes que não contam com campanhas de marketing milionárias, essas sessões criam um espaço de encontro direto entre o filme e os membros da Academia. Como em cada temporada os votantes recebem convites para muitas sessões, a presença de convidados incentiva mais pessoas a comparecer”, diz Lesclaux.
“Tivemos uma quantidade grande de jornalistas, críticos, programadores e profissionais da indústria que acolheram o filme com debates ou com apoios públicos, como Lupita Nyong’o, Rebecca Hall, Guillermo del Toro, Tilda Swinton. E encerramos lindamente com uma conversa com Walter Salles e Fernanda Torres, algo simbolicamente muito especial.” Wagner Moura ressalta a generosidade de Del Toro, que também concorre com “Frankenstein”. “Ele disse palavras lindas sobre o filme e nos convidou para visitar o pequeno museu que mantém em casa”, conta.
Kleber ressalta que acompanhar o filme depois de pronto “é algo tão importante quanto escrever um roteiro, preparar a filmagem”. “Já ‘O Som ao Redor’ me levou para a Austrália, para os EUA e para muitas cidades no Brasil. Mas ‘O Agente Secreto’, obviamente, é o recorde de viagens. É como se fosse um curso intensivo em torno do próprio cinema, porque também tive a chance de conhecer algumas das melhores salas do mundo e conversar com muitas pessoas sobre o filme. Houve, por exemplo, uma sessão no cinema da Pixar, seguida de um almoço com animadores, desenhistas, diretores, roteiristas e produtores que estavam muito curiosos. Naquele mesmo dia, em San Francisco, tivemos um jantar com o pessoal da Industrial Light and Magic, da SkyWalker. Conhecer a Lupita Niong’o, o Tracy Letts foram alguns dos momentos especiais. Tudo isso tem sido muito intenso, muito bonito e muito produtivo.”
Como “Ainda Estou Aqui”, “O Agente Secreto” tem chances reais de converter indicações em estatuetas, ainda que o ano esteja ainda mais imprevisível. Qualquer vitória será histórica. Se Wagner Moura ganhar, será o primeiro ator brasileiro a levar o prêmio. O filme poderá trazer o segundo Oscar de melhor filme internacional para o país, e também tem chances na categoria que neste ano será entregue pela primeira vez: direção de elenco, assinada por Gabriel Domingues. Ele foi o principal responsável pelo “casting”, ou seja, procurar e recrutar atores e atrizes para “O Agente Secreto”.
A direção de elenco entrou na vida de Domingues por acaso. Ele fazia um curso de roteiro no Rio, em 2010, quando foi convidado para uma festa do Festival do Rio do filme “Tatuagem” no lendário Buraco da Lacraia, na Lapa. Lá conheceu Marcelo Caetano, que meses depois o convidou para ser assistente de casting de “Aquarius”. “Fui para Recife, sentei na Mamede Simões [rua de Recife onde fica o bar Central, ponto de encontro das equipes de cinema na época] e o resto é história.”
Os mais de 60 personagens com fala e o fato de ser uma produção de época tornaram “O Agente Secreto” um desafio especial. “O filme parte de uma vontade de recriar a década de 1970 com toda a sua desorganização, sujeira, cores vibrantes e espírito rebelde. Isso se reflete também no trabalho de casting, porque a gente buscou faces e corpos expressivos, que dessem conta da loucura que era o Brasil naquela época”, conta Domingues.
“Fico muito tocado com essa indicação, porque ela reconhece a grande força dramática desse elenco”, diz Kleber. Com exceção dos cinco atores para os quais escrevi personagens sem conseguir tirá-los da cabeça (Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Carlos Francisco e Tânia Maria), tínhamos mais 60 personagens para encontrar a cara, o biotipo, o jeito de falar, o corpo.”
Além das quatro indicações de “O Agente Secreto”, o Brasil também marca presença no Oscar com Adolpho Veloso, indicado na categoria “melhor fotografia”, pelo filme “Sonhos de Trem”. A festa do Oscar será transmitida no domingo, a partir de 21h, pela TV Globo, além do canal TNT e a plataforma de streaming HBO Max. Várias salas de cinema vão retransmitir a premiação. Tânia Maria, infelizmente, não estará em Los Angeles para acompanhar o prêmio ao vivo, mas seus vídeos fazendo simpatias pela vitória de “O Agente Secreto” já viralizaram por aí.
Se pelo menos uma estatueta vier, ainda mais pessoas vão conhecer “O Agente Secreto”, que em breve terá um relançamento especial em salas que exibem cópias em 35 mm, especialmente produzidas em Londres. Que venham as estatuetas – todos queremos ver Tânia Maria comemorar.