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Elon Musk diz que prisão de Moraes ‘está a caminho’ por envolvimento com Banco Master

Fonte: sudoesteacontece.com.br | Data: 13/03/2026 11:35:05

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O bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), afirmou nesta quinta-feira (12) que a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “está a caminho”. A declaração foi feita em resposta a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald sobre o possível envolvimento do magistrado com o Banco Master.

Greenwald compartilhou uma reportagem que cita ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do banco investigado por fraudes financeiras. Ele também relembrou uma publicação de Musk de agosto de 2024, em que o empresário compartilhava uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando Moraes atrás das grades, com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”.

Ao comentar a postagem, Musk escreveu: “Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem”. O episódio se conecta ao inquérito das milícias digitais do STF, que investiga grupos suspeitos de espalhar notícias falsas em redes sociais. Musk é alvo da investigação, aberta em abril de 2024 por Moraes, por suposta “instrumentalização criminosa” do X, desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça e incitação ao crime. Na terça-feira (10), o ministro arquivou o inquérito contra o empresário.

A reportagem citada por Musk trata da relação da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. Segundo o jornal O Globo, em 2025 ela assinou contrato de R$ 129 milhões para prestar serviços de consultoria jurídica ao banco, incluindo defesa junto ao Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.

Além disso, mensagens de WhatsApp mostram conversas entre Vorcaro e Moraes em 17 de novembro de 2025, dia da primeira prisão do banqueiro. Em nota, Viviane afirmou que seu trabalho se restringiu à implementação de mecanismos de compliance e à revisão do código de ética do banco. O STF disse que as mensagens não eram destinadas ao ministro, mas a outros contatos da agenda de Vorcaro. O Estadão apontou que o código-fonte da Polícia Federal coloca em dúvida essa versão.