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6º Consegnne: protagonismo do corretor marca abertura do congresso

Fonte: revistaapolice.com.br | Data: 13/03/2026 20:54:53

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EXCLUSIVO – O 6º Congresso dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste (Consegnne) teve início nesta sexta-feira (13), em Salvador, reunindo lideranças do mercado segurador, autoridades públicas e profissionais da corretagem para discutir o futuro do setor nas duas regiões. Realizado no Centro de Convenções da capital baiana, o evento marca uma nova fase do encontro ao integrar, pela primeira vez, estados do Norte ao tradicional congresso do Nordeste, reunindo representantes de 16 estados.

A cerimônia de abertura contou com a presença de lideranças institucionais do setor, entre elas Armando Vergílio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros e secretário de Estado de Relações Institucionais de Goiás; Lucas Vergílio, presidente da Escola de Negócios e Seguros; Josimar Antunes, presidente do Sincor-BA; Dyogo Henrique de Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras; e Alessandro Octaviani, superintendente da Superintendência de Seguros Privados, além da presença do Subsecretário da fazendo do estado da Bahia, Daniel Ribeiro.

A solenidade começou com a exibição de um vídeo sobre eventos climáticos extremos que atingiram o Brasil nos últimos anos, destacando o papel do seguro na reconstrução econômica e social de famílias e empresas afetadas.

Anfitrião do evento, Josimar Antunes ressaltou o papel estratégico da corretagem para o desenvolvimento do setor e para a proteção financeira da sociedade. Segundo ele, o congresso representa mais do que um encontro institucional, mas um momento de reafirmação da relevância da atividade corretora. “O corretor de seguros traduz riscos em soluções e transforma incertezas em proteção. A força do mercado está diretamente conectada com o trabalho desses profissionais”, afirmou.

Antunes também destacou o crescimento da atividade seguradora nas regiões Norte e Nordeste, ressaltando o potencial econômico do setor. Dados do mercado mostram que a região movimentou R$ 39,5 bilhões em prêmios em 2025, o equivalente a 9,5% da arrecadação nacional, ampliando sua participação no mercado brasileiro. Para o dirigente, o avanço do seguro depende também de uma mudança cultural. “Precisamos transformar a cultura do seguro no país”, afirmou, acrescentando que “quando o corretor cresce, o mercado cresce”.

Representando a Prefeitura de Salvador, o subsecretário da Fazenda do município, Daniel Ribeiro, agradeceu a escolha da capital baiana para sediar o congresso e destacou o papel da cidade como polo de grandes encontros institucionais e empresariais. Ele também ressaltou a relevância da atividade seguradora para a sociedade e afirmou que o setor tem impacto direto na vida das pessoas ao lidar com riscos e planejamento de longo prazo. “Vocês trabalham com vidas, com riscos e com o futuro das pessoas. O seguro tem essa capacidade de proteger e garantir segurança em momentos decisivos”, afirmou.

Ribeiro também comentou, em tom descontraído, que acompanha de perto o trabalho dos corretores e que ele próprio é usuário dos produtos do setor. “Eu brinco que sou um grande cliente de vocês. Tenho duas previdências e penso muito na segurança do futuro. A atuação dos corretores é de uma responsabilidade enorme”, disse.

O subsecretário ainda frisou a importância de Salvador receber um evento dessa magnitude, ressaltando o potencial da cidade para conectar diferentes segmentos do mercado e estimular novas oportunidades de negócios. A expectativa, segundo ele, é que os participantes deixem o congresso ainda mais integrados ao setor e motivados a fortalecer a cultura do seguro no país. “Esperamos que todos saiam daqui ainda mais conectados, com novas ideias e com mais disposição para exercer essa missão de levar segurança à sociedade”, concluiu.

Em sua fala, Armando Vergílio destacou o simbolismo do evento, que pela primeira vez reúne corretores das duas regiões em um único congresso. O dirigente também fez referência ao Plano Diretor do Mercado de Seguros (PDMS), cuja nova etapa deve ser apresentada em breve, e abordou temas regulatórios que impactam a corretagem.

Armando Vergílio também demonstrou preocupação com a venda da empresa de tecnologia financeira Dimensa para a multinacional Evertec. A companhia, criada a partir de uma joint venture entre TOTVS e B3 e que fornece infraestrutura tecnológica para instituições financeiras e seguradoras, foi negociada em uma operação avaliada em cerca de R$ 1,4 bilhão e ainda depende de aprovação do Cade. Segundo o dirigente da Fenacor, o tema exige atenção do mercado devido ao volume de informações sensíveis processadas por plataformas desse tipo. “O seguro trabalha com confiança. Precisamos garantir que os dados dos segurados estejam protegidos”, afirmou.

Durante a cerimônia, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, reforçou a importância do setor para o desenvolvimento econômico. “O Brasil com mais seguros é um país mais desenvolvido”, afirmou. Já Lucas Vergílio destacou a participação da ENS no congresso e apresentou iniciativas voltadas à inovação e capacitação profissional, como o espaço tecnológico da escola no evento.

A proposta, segundo ele, é ampliar o contato dos corretores com novas ferramentas digitais e tendências tecnológicas que estão transformando a indústria. “Queremos que todos saiam daqui com uma visão mais profunda sobre tecnologia e inovação para aplicar em suas carreiras”, afirmou.

Nicholas Godoy, da Bahia