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Governo Lula admite favoritismo de Tarcísio, mas vê Haddad no 2º turno

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Data: 16/03/2026 05:36:36

Fonte: Ele também está à frente quando os concorrentes são o vice-presidente
Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Simone Tebet (MDB) e Márcio França
(PSB).

Haddad aceitou a empreitada a pedido de Lula. Inicialmente, ele queria deixar a Fazenda para coordenar a campanha do presidente à reeleição —e, quem sabe, abocanhar uma Casa Civil num novo governo— sem concorrer a cargo eletivo nenhum.

Venceu o papel do militante fiel. Com apoio do presidente do PT, Edinho Silva, Haddad foi convencido de que ele era o melhor nome para fazer uma campanha no maior colégio eleitoral do país, algo crucial para a reeleição do presidente. Petistas dizem que é claro que disputarão “pra valer”, mas pontuam que o mais importante é formar um palanque robusto.

Não só para Lula. O Palácio do Planalto está armando um panteão para concorrer no estado, “importando” Tebet e a colega Marina Silva (Rede) para o Senado, com ainda possibilidade de França, além dos ministros Alexandre Padilha (PT), Luiz Marinho (PT) e Paulo Teixeira (PT) para a Câmara.

Com força retomada na capital, em 2022, Haddad fez a melhor campanha do PT para o governo do estado em 20 anos. O partido, que nunca governou São Paulo, não ia ao segundo turno desde 2002, quando o ex-deputado José Genuíno foi derrotado por Alckmin, ainda no PSDB. Haddad, que liderava as pesquisas, acabou perdendo para Tarcísio, por 55% a 44%.

A perspectiva petista é de que este quadro se repita. Apesar da derrota, a melhora da votação do PT em seu estado natal, em especial na capital paulista, foi fundamental para a vitória de Lula sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —o PT quer que isso volte a acontecer contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), neste ano.

Com Lula no palanque, Haddad deverá contar com uma ajudinha de Alckmin no interior paulista. O vice-presidente dominou a região por quase 20 anos no período do PSDB. Aliados dizem que, pela agora ligação umbilical com Lula, o prestígio já não é o mesmo, mas ele segue sendo respeitado por seus quatro mandatos no Palácio dos Bandeirantes, com interlocução com o agro e a indústria.