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Contratação do LRCap precisa refletir necessidade de estudos oficiais

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 17/03/2026 09:16:39

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Painel do Aquecimento do MinutoMega Talks, em Brasília: Da esquerda para a direita: André Luiz Gomes da Silva, vice-presidente de Regulação e Mercado da Copel, Christiano Vieira, diretor de Operação do ONS, Camila Maia, jornalista da MegaWhat, Marcelo Cruz Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, e Edvaldo Santana, diretor executivo na NEAL.
Painel do Aquecimento do MinutoMega Talks, em Brasília: Da esquerda para a direita: André Luiz Gomes da Silva, vice-presidente de Regulação e Mercado da Copel, Christiano Vieira, diretor de Operação do ONS, Camila Maia, jornalista da MegaWhat, Marcelo Cruz Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, e Edvaldo Santana, diretor executivo na NEAL.

Os leilões de reserva de capacidade (LRCap), previstos para 18 e 20 de março deste ano, devem ter demanda expressiva, devido à necessidade de recontratação de termelétricas cujos contratos se encerram nos próximos anos, combinada com o crescimento da carga e do déficit de potência indicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Durante o Aquecimento MinutoMega Talks, agentes agentes convergiram na avaliação de que o volume a ser contratado precisa refletir a necessidade estrutural apontada nos estudos oficiais.

Além disso, avaliaram que as baterias podem trazer soluções importantes para o sistema elétrico brasileiro, como redução no curtailment, deslocamento da ponta de carga e serviços ancilares. Entretanto, ainda há incertezas regulatórias sobre a tecnologia, que também precisa ser testada no país.

LRCap: potência, preço e atributo

Segundo Marcelo Cruz Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, a demanda deve ficar entre 20 e 24 GW.

Lopes citou levantamento recente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que indicaria algo próximo de 20 GW, ponderando que o número pode variar conforme o fator de segurança adotado pelo governo. Na leitura dele, o intervalo entre 20 e 24 GW seria compatível com a necessidade técnica, com viés mais próximo do limite superior.

O diretor-executivo na Neal e ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ​Edvaldo Santana, neste momento, o mais garantido para o sistema é contratar térmicas e hídricas, que são fontes conhecidas.

“Acho que não se deve colocar tudo em uma tecnologia que você ainda não conhece”, disse Santana a jornalistas. Ele mencionou o período de três horas de armazenamento da tecnologia. “Se [a ponta da carga] for de quatro horas, a gente não tem certeza de muita coisa ainda”, avalia.

O vice-presidente de Regulação e Mercado da Copel, ​André Luiz Gomes da Silva, argumentou que as hidrelétricas oferecem capacidade, potência e inércia a custos menores. Por isso, o executivo defende a demanda para a fonte hídrica, que terá apenas dois produtos no LRCap, contra seis das térmicas.

“Elas [hídricas] já operam entregando capacidade de flexibilidade, ou seja, já tem essas hidrelétricas no sistema fazendo esse tipo de trabalho e obviamente com um custo bem menor”, disse Silva. Além disso, ele defendeu que o próprio leilão como um todo tenha uma demanda razoável, capaz de atender aos requisitos do sistema.

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