Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Sindicato dos Proverdores apoia fiscalização após retirada de 16 toneladas de fios em Aracaju – Só Sergipe

Fonte: sosergipe.com.br | Data: 18/03/2026 12:15:49

🔗 Ler matéria original

O presidente do Sindicato dos Provedores de Sergipe (SindiproSE), Pedro Neto, afirma que as ações dos órgãos fiscalizadores contra a ocupação irregular dos postes de energia elétrica são fundamentais para organizar a infraestrutura urbana e garantir mais segurança à população em Aracaju. Mais de 16 toneladas de cabos irregulares já foram retiradas da rede aérea desde 2023 em operações conduzidas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), em parceria com concessionárias de energia e órgãos de controle. Atualmente existem 241 empresas provedoras, sendo que 60 são associadas ao SindiproSE.

Esse posicionamento ocorre em meio a iniciativas recentes do poder público municipal, que vêm intensificando as ações de ordenamento da rede aérea ao longo de 2024 e em etapas mais recentes, com foco em áreas de maior concentração de fiação irregular, como a região central da cidade. As operações têm como objetivo reduzir riscos de acidentes, melhorar o aspecto urbano e garantir maior eficiência na prestação de serviços.

fios retirados
Retirada de fiação irregular no Centro de Aracaju

De acordo com dados divulgados pela própria prefeitura, o volume já retirado evidencia a dimensão do problema da ocupação desordenada dos postes, especialmente em regiões com alta presença de provedores e ligações clandestinas. Nesse contexto, o SindiproSE manifesta apoio às ações de fiscalização realizadas pelos órgãos competentes para combater a ocupação irregular de postes da rede elétrica em Aracaju.

A entidade reconhece que a organização da infraestrutura urbana é fundamental para a segurança da população e para a qualidade dos serviços prestados. Nesse sentido, o sindicato destaca que os provedores regionais de internet têm interesse direto na regularização e na organização da rede, uma vez que empresas que atuam de forma clandestina prejudicam tanto a segurança quanto a concorrência leal no setor.

Parte da solução

O SindiproSE reforça sua total disponibilidade para colaborar com as autoridades, como a Agência Nacional de Telecomunicações, a Agência Nacional de Energia Elétrica, concessionárias de energia e órgãos de fiscalização, no combate às instalações irregulares. A entidade ressalta que a efetividade dessas ações aumenta quando há diálogo permanente e alinhamento com as representações do setor, permitindo que a fiscalização seja conduzida de forma coordenada, com troca de informações técnicas e cooperação entre poder público e empresas que atuam de forma regular. Para o sindicato, a clandestinidade precisa ser enfrentada com rigor, pois compromete o ordenamento da infraestrutura e a segurança da população.

Pedro Neto, SindiproSE
Pedro Neto, presidente do SindiproSE

Ao mesmo tempo, o sindicato destaca que a solução definitiva para o problema passa também por condições mais equilibradas de acesso à infraestrutura, especialmente em relação ao custo de aluguel dos postes. Segundo o SindiproSE, a redução desses custos e a ampliação das possibilidades de regularização podem incentivar que cada vez mais empresas utilizem a rede de forma legal, planejada e organizada.

Além disso, os provedores regionais defendem a criação e o fortalecimento de políticas públicas que ampliem o acesso da população à internet. Iniciativas de inclusão digital, como programas de conectividade em parceria com o poder público, podem ajudar a levar internet de qualidade a mais pessoas e, ao mesmo tempo, estimular a formalização e a organização do setor.

“O setor de provedores de Sergipe quer ser parte da solução. Estamos comprometidos em colaborar com as autoridades para combater irregularidades, organizar a infraestrutura e ampliar o acesso da população à internet de qualidade”, destaca o presidente do sindicato, Pedro Neto.

O SindiproSE reafirma que continuará atuando junto aos órgãos reguladores, concessionárias e poder público para promover um ambiente regulatório mais justo, combater a clandestinidade e garantir que a expansão da internet ocorra de forma segura e organizada nas cidades sergipanas.