Acordo com companhia americana de terras raras abre fronteiras para Brasil, diz CEO da Serra Verde
Fonte: estadao.com.br | Data: 28/04/2026 18:12:40
Foto: Serra Verde/Divulgação
Ricardo GrossiPresidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde
A mineradora brasileira de terras raras Serra Verde ganhou projeção internacional ao ser adquirida neste mês pela americana USA Rare Earth em um negócio de US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões). Com isso, passou a integrar uma gigante que se torna alternativa de suprimento do mineral estratégico no Ocidente e passa a ter acesso às tecnologias de processamento desse material.
Atualmente, 90% do processamento de terras raras — separação, refino e fabricação de super imãs — ocorre na China. Alguns dos 17 elementos, como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, são considerados estratégicos, com aplicações industriais e no setor de defesa. O suprimento dos óxidos de terras raras tem sido alvo de disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo domínio desse material estratégico.
O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras, equivalentes a 23% do total global, pouco atrás da China. Mas a exploração no País é ainda ínfima. Há cerca de 150 pedidos de exploração, após uma avalanche de mais de 1,4 mil autorizações de pesquisa concedidas pela ANM (Agência Nacional de Mineração). Há alguns projetos bem avançados tocados por empresas estrangeiras.
A Serra Verde, que tem os quatro tipos de óxidos, é a maior em operação fora da Ásia. Criada em 2008 e depois adquirida por fundos americanos e um britânico, já teve investimentos de US$ 1,1 bilhão até o momento. Com financiamento de US$ 565 bilhões obtido em fevereiro de uma agência americana, a DFC, planeja alcançar produção de 6,4 mil toneladas de óxidos em carbonato de terras raras até o final de 2027.
Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde que chegou à empresa em 2023, disse, em entrevista ao Estadão, que a empresa é o projeto que está abrindo as fronteiras do Brasil e Ocidente, o que deu certo fora da Ásia. A empresa combinada (Serra Verde+USA) terá 50% do total da produção de óxidos fora da China a partir de 2028.
O acordo, segundo Grossi, tem um fator chave para quem atua nesse segmento da mineração: preço mínimo e garantia de compra por 15 anos por uma trading criada especificamente para comercializar os materiais. “Até dois anos atrás tínhamos de vender 100% para mercados com preços extremamente voláteis e não tínhamos acesso à tecnologia. Agora isso mudou”, afirma. Esse acordo pavimenta um caminho para projetos que poderiam não ser viáveis no passado e agora passam a ser.“
O executivo vê como bem-vindas iniciativas que estão em discussão no setor e no governo. “Qualquer incentivo que fomente o desenvolvimento, principalmente no início, quando não há garantias de compra, não gera caixa, e não há acesso a fontes de financiamento, é bem-vindo”, afirma.
Abaixo, os principais pontos da entrevista:
Como o sr. explica esse grande negócio envolvendo a mineradora de terras raras Serra Verde?
É mais que um grande negócio. Fico muito feliz por colocar o Brasil como um grande hub (plataforma) global de terras raras, com participação expressiva, estratégica, nessa cadeia produtiva e de suprimento de elementos de terras raras. O negócio cria uma alternativa no Ocidente de terras raras, dos super ímãs e suas aplicações. Esse acordo com a USA Rare Earth nos permitiu isso. Atingimos a estratégia que se tinha desde o início da empresa, 15 anos atrás.
O sr. poderia detalhar a importância do negócio, que envolveu a aquisição da Serra Verde pela USA? O que representa, de maneira geral?
À vezes, alguns pontos passam desapercebidos. É um acordo com um modelo de precificação diferente, positivo para os produtores. Isso pavimenta um caminho para projetos que poderiam não ser viáveis no passado, e agora passam a ser. Estabelecemos um valor mínimo de preço para os quatro elementos principais (de terras raras) que nos permite ter previsibilidade na geração de caixa e nos investimentos. Hoje há um mercado extremamente volátil e ao mesmo tempo centralizado e controlado por um país. Como fazer um business igual ao nosso para mais 20 anos? Então, trouxe estabilidade financeira, extremamente positivo para todos.
Qual o segundo ponto?
Estamos envolvendo nessa operação quatro países: Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. Toda a estrutura criada nos dá opções e acesso à tecnologia, o que antes não tínhamos condição de fazer e de desenvolver. Por isso, essa corrida de buscar as alternativas. Hoje essa tecnologia ainda não está disponível em escala. Há novas opções que chegamos no acordo.
E sobre o mercado de produtos de terras raras?
Sim, estamos criando um novo mercado. É um mercado que não existe no Brasil, apenas em poucos países. Temos atualmente dois grandes produtores no mundo: um nos Estados Unidos, a MP Materials, e um na Austrália, a Lynas. Com o acordo, estamos criando um mercado no Brasil. A Serra Verde já agrega valor. Esse é outro ponto muito importante.

Instalações industriais da mineradora de óxidos de terras raras Serra Verde, em Minaçu (GO)
Foto: Serra Verde/Divulgação
Como é essa agregação de valor da Serra Verde?
Vimos notícia recente de uma exportação do Brasil de minério bruto de monazita (que contém terras raras). A Serra Verde não exporta minério bruto. A empresa investiu bilhões de reais em uma planta de produção de carbonato de terra raras, que já tem um valor agregado muito maior do que o valor de um minério. A gente poderia ter investido somente em equipamentos de mina e em poucas instalações e vender minério. Seria um negócio, mas não o que a Serra Verde escolheu. Quis ressaltar esses pontos porque fica parecendo que estamos exportando minério sem nenhuma agregação de valor, o que não é fato.
Para a empresa, em si, qual o principal benefício de integrar uma estrutura industrial que vai da mineração de terras raras à fabricação dos imãs?
Do ponto de vista de estratégia, passa a participar de todos os mercados dentro da cadeia produtiva. Esse é o primeiro ponto. Tem flexibilidade para atuar em todas as fases da cadeia desse negócio. Traz sinergias, possibilidades dentro da dinâmica de mercado (resultado e desempenho melhor), podendo se ajustar conforme a demanda. Isso é estratégico. Cada etapa desse processo tem uma margem de ganho, uma geração de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Passa a ter todos esses processos nas mãos. Para empresa e muito bom financeiramente, e também para os países onde atuamos.
A empresa produz até o carbonato. Onde será feita a separação dos elementos, os óxidos?
É importante deixar claro que não está definido ainda pela Serra Verde onde vamos fazer a separação. Por quê? Porque a tecnologia ainda não é disponível em escala fora da Ásia. O que temos agora é acesso a uma tecnologia que funciona mas precisa de escala e custo competitivo. Se quisesse separar hoje no Brasil, a gente não teria condição, porque não tá disponível. Agora estamos abrindo uma possibilidade. Em um ano, ou um pouco mais, vamos conseguir. O Brasil pode ser uma opção, os EUA ou em qualquer lugar da Europa. Hoje temos opções fora da Ásia. Essa discussão será mais adiante. Primeiro precisamos da tecnologia de separação, que é intensa em energia, é complexa.
Mas a USA, que adquiriu a Serra Verde, já não dispõe dessa tecnologia?
A USA comprou parte da Carest, 12%, uma empresa francesa que tem tecnologias de separação de produção de imãs. Mas precisa ser escalada. Então, com isso, passamos a ter acesso à tecnologia. Foi adquirida recentemente, há cerca de dois meses. Temos uma mina, uma produção de carbonato, a USA tem uma mina, projetos de instalações operacionais, comprou recentemente também uma empresa no Reino Unido que produz as ligas e imãs (LCM Cheshire) e está na França. Tudo isso integrado faz todo sentido,
Terras raras contêm 17 elementos químicos.
É preciso lembrar que tem uma parte do uso das terras raras que não é ímã, apesar de ser o maior mercado. Por exemplo, laser, catalisadores e alguns específicos de vidro. Assim, vamos poder acessar mercados, mas o grande mercado são os super imãs, carros elétricos e turbinas de geração de energia ótica. E também a área de defesa, que é muito estratégica do ponto de vista da geopolítica, mas não em volume.
Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde
Foto: Crédito: Serra Verde/Divulgação
Esse negócio acelera o plano de aumento da capacidade que a Serra Verde quer atingir até o fim de 2027?
Quando recebemos o funding (financiamento) em fevereiro da agência americana International Development Finance Corporation (DFC) já era o nosso objetivo. O que o acordo traz é a segurança econômica de venda do produto. A diferença é que, agora, há uma garantia na outra ponta, que é a geração de caixa, com o contrato de obrigação de compra da produção (offtake) de 15 anos, com preços mínimos para os quatro elementos: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Para neodímio e praseodímio, US$ 110 o quilo; disprósio, US$ 575, e térbio, US$ 2.050.
Esses preços são suficientes para gerar capacidade financeira à empresa?
Não deixaremos de acessar valores no mercado spot, mas a empresa tem uma garantia mínima, calculada e negociada para dar sustentabilidade. Não adianta ter o melhor ativo mineral, as melhores pessoas, a melhor tecnologia se lá na ponta enfrenta um mercado muito volátil, muito estável. Muitas vezes acorda gerando caixa e vai dormir com caixa negativo. Isso traz uma tranquilidade ao negócio muito grande.
O financiamento da DFC é suficiente para atingir a capacidade de produção de 6,4 mil toneladas de carbonato no final de 2027?
Sim, é suficiente.
Quando a Serra Verde passa a fornecer material diretamente para a empresa independente, a SVP? Há alguns contratos ainda com clientes da Ásia.
Foram todos renegociados. A partir do momento que for completado o deal com a USA, começamos a vender para a nova empresa criada para ser a comercializadora. Poderá já acontecer a partir do quarto trimestre, quando todo o processo de aprovação da compra tiver sido aprovados por orgãos reguladores. A SVP é um veículo de propósito especial (Special Purpose Vehicle), com investimentos privados e de algumas agências do governo americano. Como uma trading, ficará responsável por direcionar o produto para Estados Unidos, qualquer país da Europa, Brasil, e inclusive Japão e países aliados. Funcionará livre para negociar, menos para a Ásia.
A USA também adquiriu uma mina nos EUA, no Estado do Texas.
É outro ponto importante. A mina chamada Round Top-Sierra Blanca, que está na fase de desenvolvimento no Texas e terá capacidade de 4,3 mil toneladas. Inclusive, vamos contribuir com nosso conhecimento, desenvolvido no Brasil. Serão duas minas produzindo dois carbonatos, ou, dependendo da mina, um produto que vai direto para o restante do processo industrial.

A Serra Verde vai mudar de nome?
A tendência é que tenha o nome da empresa mãe. Mas, de fato, não tivemos essa discussão. Ela continua existindo como empresa, não muda nada no Brasil, não muda nada na razão social no Brasil. Eu continuo liderando as operações, o nosso antigo CEO global vai para o board (conselho de administração) da nova empresa e eu continuo me reportando para ele. O nosso antigo chairman (presidente do conselho) vai também para o board da nova empresa.
Pode contar um pouco da trajetória da Serra Verde?
A empresa já tem capital estrangeiro há mais de 15 anos. A Serra Verde começa em 2008 com uma empresa chamada Mining Venture, que também tinha capital estrangeiro e capital brasileiro. Foi comprada pelo fundo Denham Capital em 2011. Depois entraram outros fundos de investimento, um americano (Energy & Mineral Group-EMG) e outro em 2022, que é britânico, o Vision Blue Resources (VBR). A diferença, hoje, é a entrada de outro grupo americano, o USA Rare Earth, que adquiriu a companhia, por US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões).
Como ficou a estrutura acionária da nova companhia?
O modelo do negócio nos transformou, os antigos investidores da Serra Verde, no maior acionista unitário da nova empresa, com 34%. E pelo modelo da negociação, o pagamento foi 12% em cash (dinheiro) e 88% em ações. E estamos entrando com a expertise que criamos na Serra Verde, além de integrar uma empresa listada na Nasdaq, em Nova York, que traz visibilidade global. A transação está prevista para ser finalizada no terceiro trimestre.
O negócio com a USA vai permitir à Serra Verde acelerar sua duplicação, que antes tinha previsão de ocorrer em 2030?
A fase 2, que dobra o tamanho, continua. Não temos nada definido. Nosso foco hoje é 100% na exploração da reserva de minério Pela Ema. Mas estamos desenvolvendo rotas de processo em paralelo, inclusive estudando montar uma pré-separação dentro da rota atual.
Por que?
A separação (dos elementos de terras raras) acontece em várias etapas. Pode se fazer tudo em única etapa, em um só lugar, ou em etapas. Depende muito de tecnologia disponível para o minério. Estamos estudando com uma entidade estrangeira essa pré-separação. Com a nova empresa isso pode acelerar o processo porque há uma geração de caixa muito maior no grupo. Dependendo da demanda, podemos ter de antecipar o projeto (fase 2).
Em termos de geração de caixa e receita, como ficará a Serra Verde, dentro da nova companhia?
Somente a Serra Verde tem previsão de gerar entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões por ano com a capacidade de 6,4 mil toneladas de carbonado a partir de 2028. A estimativa para a empresa combinada, em 2030, é de US$ 1,85 bilhão, quando as demais operações (EUA, França e Reino Unido), estivem com patamares plenos de produção. São sete operações em estágios diferentes. Por exemplo, a mina Round Top, começa a produzir em 2028. A projeção de receita não estamos ainda autorizados a comentar.

A Serra Verde, em Goiás, terá capacidade, com novos investimentos, de produzir 6,4 mil toneladas por ano de carbonato misto de óxidos no final de 2027
Foto: Serra Verde/Divulgação
Hoje, o que falta para a Serra Verde poder operar na nova capacidade de produção?
Estamos investindo a maior parte dos recursos do financiamento do DFC na nossa planta industrial. Esse dinheiro tinha três objetivos: refinanciar uma dívida antiga da empresa, uma opção (ainda não definida pela DFC) de se tornar acionista minoritária, e mais de 50% o investimento para obter melhorias de processo que vimos desde que começamos a operar. São equipamentos. Vamos melhorar nossa qualidade, que já é adequada, para o mercado, pois já vendemos o produto. Qualidade, nesse mercado, faz uma diferença muito grande, na receita e no resultado financeiro.
O que significa esse acordo bilionário para o Brasil na cadeia industrial de terras raras?
O primeiro e principal ponto é que cria um novo mercado. Segundo, gera estabilidade e previsibilidade de preços, o que dá sustentabilidade a um negócio. Na mineração, estamos falando de mais de 20 anos, por isso, traz uma tranquilidade. Terceiro, o Brasil passa a ser uma plataforma (hub), um grande fornecedor de terras raras consolidados no Ocidente. Quarto ponto: acesso a tecnologias, um ponto extremamente relevante, pois se trata de um mercado muito difícil de entrar. Quase tudo que se sabe desse negócio está concentrado em um país só (em referência à China), com tecnologia desenvolvida desde 1992.
Abre portas para outros projetos no Brasil?
O acordo abre portas e pavimenta um caminho para o País e viabilidade para vários projetos. Atualmente, só com pedidos de pesquisa, há 150 projetos. É por que são raras de se achar as terras raras? Raras são as propriedades. São 17 elementos da tabela periódica. Encontram-se em vários locais, mas é preciso ver se é economicamente viável, distribuição do elementos, quais os mais atrativos…
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O fato de a Serra Verde explorar o minério em argilas iônicas tem um diferencial?
Sim, tem. Há dois tipos de depósito mineral de terras raras: argila iônica e o que chamamos de “hard rock” (rocha dura). Os de rocha dura são mais intensos em consumo de energia, porque tem de ser moído. É um processo com complexidade maior, mas apresenta teores mais elevados e teores mais altos dos elementos leves e mais baixos dos pesados. Já o nosso, tem teores mais baixos, mas o material é mais fácil de processar, de extrair na mina. Tem a complexidade de processamento, mas é menos agressivo ambientalmente, pois tem incidência de radioatividade menor.
Os outros projetos mais adiantados no País são beneficiados com esse acordo da Serra Verde?
Sim, positivamente. A Serra Verde, dando certo, é a porta de entrada para os outros também. A precificação é chave nesse negócio. E outro ponto: vamos desenvolver profissionais de tecnologia em terras raras, que se torna um novo mercado profissional. Antes de Minaçu, passamos por vários lugares fazendo testes em laboratórios – Rio de Janeiro, Minas Gerais. O primeiro processamento, de 300 toneladas de terras raras, foi feito em Conselheiro Lafaiete (MG). É uma história bem longa, de criação de conhecimento e fazendo parcerias com universidades.
Na sua visão, o Brasil precisa desenvolver uma política de estímulo e regulamentação desse segmento ou isso não é necessário?
Isso está em discussão. O deputado Arnaldo Jardim tem uma proposta elaborada com envolvimento do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), que nos representa, e há discussões no governo. De fato, é um mecanismo que tem de ser utilizado. É muito difícil começar um negócio nessa área. Qualquer incentivo que fomente o desenvolvimento, principalmente no início, quando não há garantias de compra, não gera caixa, e não há acesso a fontes de financiamento, é bem-vindo. Passamos por esse desafio. Imagina investidores colocando US$ 1 bilhão num projeto, desde 2011. Estamos falando de 15 anos sem ter receita.
E como o sr. vê essa ideia cogitada de criar uma estatal para o setor de terras raras, a Terrabras?
É mais uma discussão e o Ibram acompanha. Para mim, qualquer iniciativa que venha trazer benefício, que venha atrair investimento, é sempre muito bem-vinda. Qualquer iniciativa que traga instabilidade, que gera incerteza de futuro, com certeza afastam investimentos não é boa. Não tem nenhum investimento hoje em minerais feitos no Brasil que não seja com investimento estrangeiro. Todas as maiores empresas de mineração do Brasil iniciaram com investimento estrangeiro.
Quantos funcionários tem a companhia no Brasil?
Hoje, entre próprios e de terceiros que atuam nas nossas operações, são 1,5 mil. Estamos contratando mais 500 pessoas. É importante lembrar que estamos numa cidade que tem um histórico em mineração grande, com extração de amianto. A Serra Verde passa a ser uma alternativa para a população de Minaçu. 72% do nosso pessoal é de Minaçu; 80% do Estado de Goiás. E 32% são mulheres. Nunca tinha visto uma operação no setor com porcentual feminino tão elevado.