Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso do ginecologista suspeito de crimes sexuais contra mais de 20 pacientes em Goiás
Fonte: goiasemdia.com.br | Data: 28/04/2026 18:53:29
Est� presos preventivamente o m�dico ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, investigado por estupro de vulner�vel contra pacientes em Goi�nia e Senador Canedo, em Goi�s. At� o momento, 23 pacientes denunciaram o ginecologista � pol�cia por crimes cometidos dentro de seu consult�rio. Veja abaixo o que se sabe e o que ainda falta ser esclarecido sobre o caso.
Ao g1, a defesa do ginecologista disse que entende que a pris�o � desnecess�ria e que tem plena confian�a em sua inoc�ncia (leia a �ntegra da nota ao final da reportagem).
1. Per�odo
Segundo a Pol�cia Civil, h� relatos de abusos entre 2017 e 2026. Como o m�dico � formado desde 2002, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a delegada Amanda Menuci, respons�vel pela investiga��o, acredita que h� um n�mero muito maior de mulheres que podem ter sido abusadas pelo m�dico. Por esse motivo, a pol�cia divulgou de seu nome e imagem, a fim de localizar outras poss�veis v�timas.
2. Modo de agir
Segundo a delegada, as consultas eram marcadas por toques f�sicos indesejados e perguntas inapropriadas sobre a vida �ntima das pacientes. Ela definiu Marcelo como um “predador sexual”, que se valia do ambiente de cl�nico e da situa��o de fragilidade das v�timas para cometer os crimes.
De acordo com a delegada, uma das v�timas relatou a pr�tica de sexo oral. Outra, que estava em uma gravidez de risco, chegou a gravar as consultas ap�s desconfiar da conduta do m�dico.
3. N�mero de v�timas
At� o momento, foram identificadas 23 v�timas, sendo 10 na capital e 13 em Senador Canedo. A pol�cia acredita, por�m, que pode haver outras.
4.Atua��o profissional
Marcelo se formou em 2002 pela Universidade Federal de Goi�s (UFG). Segundo o seu registro no CFM e no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goi�s (Cremego), ele atuava em ginecologia e obstetr�cia, al�m de reprodu��o assistida.
Em Goi�nia e em Senador Canedo, ele trabalhava em duas cl�nicas particulares localizadas no Setor Campinas e no bairro Jardim de Todos os Santos, respectivamente.
Atualmente, o registro profissional de Marcelo est� suspenso por decis�o judicial.
5. In�cio das investiga��es
Com base nas den�ncias anteriores, a Pol�cia Civil de Senador Canedo pediu a pris�o do m�dico no dia 9 de mar�o, mas o pedido foi negado pelo Minist�rio P�blico e pelo Tribunal de Justi�a de Goi�s. Dez dias depois, tr�s v�timas procuraram a Delegacia da Mulher de Goi�nia, relatando atos semelhantes praticados por ele.
6. Pris�o
Com as novas den�ncias, a pol�cia prendeu Marcelo preventivamente na quinta-feira (23), quando ele estava em casa, em Goi�nia. Segundo a delegada, os novos relatos mostraram que as v�timas de 2017 e 2020 n�o eram casos isolados.
“At� para a pol�cia proceder ao indiciamento, era mais dif�cil. Porque s�o crimes que n�o t�m testemunhas, praticados � escura, em que fica a palavra do autor contra a da v�tima”, disse a delegada.
O ginecologista est� preso na unidade prisional de Senador Canedo.
7. O crime
Segundo a delegada Amanda Menuci, a tipifica��o do crime como estupro de vulner�vel foi escolhida porque os casos n�o envolvem apenas de viola��o sexual mediante fraude, pois aconteceram quando as v�timas se encontravam em situa��o de vulnerabilidade.
Al�m de responder criminalmente, Marcelo tamb�m � alvo de uma investiga��o no Cremego, que apura as den�ncias. A apura��o � feita sob sigilo, como determina o C�digo de Processo �tico-Profissional M�dico.
Nota da defesa do ginecologista
“A defesa do Dr. Marcelo Arantes Silva entende como desnecess�rio o deferimento do pedido de pris�o. Primeiramente, porque tem plena confian�a em sua inoc�ncia. Em segundo lugar, porque ele j� se afastou do exerc�cio da profiss�o e tem contribu�do integralmente com a Justi�a em todo o curso da investiga��o.
Ele � um m�dico bem conceituado em sua �rea de atua��o, probo e �tico. Prevalece a convic��o de que ele ser� mais uma vez absolvido, como j� ocorreu em um dos processos”
Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado
Advogados de defesa