Governo do DF pede garantia do governo Lula em empréstimo de R$ 6,6 bi para salvar BRB após Master
Fonte: estadao.com.br | Data: 28/04/2026 19:33:38
BRASÍLIA — O governo do Distrito Federal pediu, nesta terça-feira, 28, ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A governadora do DF, Celina Leão (PP), pretende usar o dinheiro para cobrir os prejuízos no Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Ela encaminhou um ofício ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitando ajuda do governo federal e outro documento ao presidente Lula pedindo uma audiência para discutir a crise.
No ofício, assinado por Celina e pelo secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, o governo distrital afirma que a necessidade de capitalização do BRB decorre das fraudes investigadas no caso Master.
“Esses eventos produziram efeitos diretos sobre a geração de caixa esperada e demandaram reforço de provisões, pressionando a posição de liquidez e os indicadores prudenciais da instituição”, diz o documento.
Segundo a administração distrital, o aporte no Banco de Brasília é necessário “para restabelecer condições adequadas de solvência e liquidez, mitigar riscos de continuidade operacional e evitar efeitos adversos sobre a estabilidade do sistema financeiro regional.”
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O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao FGC e injetar o dinheiro no BRB. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União.
Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantia do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (Capag) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O DF possui nota C, abaixo do necessário. A nota não representa a posição do Tesouro Nacional, que é feita em cada pedido de garantia, mas indica o que é considerado pelo órgão na hora de fazer a avaliação.
O BRB tem um rombo calculado em cerca de R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master, segundo as investigações. O governo do DF, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio.
O ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio.
Integrantes do governo Lula afirmam, no momento, que a União não participará do socorro ao BRB. Aliados do petista sustentam que a crise é de responsabilidade do governo do Distrito Federal, especialmente pelo envolvimento do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) no plano de comprar o Banco Master – barrado pelo Banco Central em setembro do ano passado.
No ofício, o governo do Distrito Federal sustenta que o pedido cumpre integralmente as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) mesmo com os problemas registrados no orçamento do DF. A administração argumenta ainda que, se o BRB não for socorrido, a situação pode trazer impactos indiretos relevantes sobre as finanças públicas da unidade da federação.
“A análise da capacidade de pagamento do Distrito Federal, realizada nos termos da Portaria STN nº 1.487/2022, indica situação fiscal que, embora demande monitoramento em função de pressões específicas sobre indicadores de poupança corrente, permanece compatível com a contratação da operação, especialmente diante do caráter prudencial e mitigador de riscos da medida proposta”, diz o documento.
BRASÍLIA — O governo do Distrito Federal pediu, nesta terça-feira, 28, ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A governadora do DF, Celina Leão (PP), pretende usar o dinheiro para cobrir os prejuízos no Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Ela encaminhou um ofício ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitando ajuda do governo federal e outro documento ao presidente Lula pedindo uma audiência para discutir a crise.
No ofício, assinado por Celina e pelo secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, o governo distrital afirma que a necessidade de capitalização do BRB decorre das fraudes investigadas no caso Master.
“Esses eventos produziram efeitos diretos sobre a geração de caixa esperada e demandaram reforço de provisões, pressionando a posição de liquidez e os indicadores prudenciais da instituição”, diz o documento.
Segundo a administração distrital, o aporte no Banco de Brasília é necessário “para restabelecer condições adequadas de solvência e liquidez, mitigar riscos de continuidade operacional e evitar efeitos adversos sobre a estabilidade do sistema financeiro regional.”
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O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao FGC e injetar o dinheiro no BRB. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União.
Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantia do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (Capag) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O DF possui nota C, abaixo do necessário. A nota não representa a posição do Tesouro Nacional, que é feita em cada pedido de garantia, mas indica o que é considerado pelo órgão na hora de fazer a avaliação.
O BRB tem um rombo calculado em cerca de R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master, segundo as investigações. O governo do DF, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio.
O ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio.
Integrantes do governo Lula afirmam, no momento, que a União não participará do socorro ao BRB. Aliados do petista sustentam que a crise é de responsabilidade do governo do Distrito Federal, especialmente pelo envolvimento do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) no plano de comprar o Banco Master – barrado pelo Banco Central em setembro do ano passado.
No ofício, o governo do Distrito Federal sustenta que o pedido cumpre integralmente as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) mesmo com os problemas registrados no orçamento do DF. A administração argumenta ainda que, se o BRB não for socorrido, a situação pode trazer impactos indiretos relevantes sobre as finanças públicas da unidade da federação.
“A análise da capacidade de pagamento do Distrito Federal, realizada nos termos da Portaria STN nº 1.487/2022, indica situação fiscal que, embora demande monitoramento em função de pressões específicas sobre indicadores de poupança corrente, permanece compatível com a contratação da operação, especialmente diante do caráter prudencial e mitigador de riscos da medida proposta”, diz o documento.
BRASÍLIA — O governo do Distrito Federal pediu, nesta terça-feira, 28, ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A governadora do DF, Celina Leão (PP), pretende usar o dinheiro para cobrir os prejuízos no Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Ela encaminhou um ofício ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitando ajuda do governo federal e outro documento ao presidente Lula pedindo uma audiência para discutir a crise.
No ofício, assinado por Celina e pelo secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, o governo distrital afirma que a necessidade de capitalização do BRB decorre das fraudes investigadas no caso Master.
“Esses eventos produziram efeitos diretos sobre a geração de caixa esperada e demandaram reforço de provisões, pressionando a posição de liquidez e os indicadores prudenciais da instituição”, diz o documento.
Segundo a administração distrital, o aporte no Banco de Brasília é necessário “para restabelecer condições adequadas de solvência e liquidez, mitigar riscos de continuidade operacional e evitar efeitos adversos sobre a estabilidade do sistema financeiro regional.”
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O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao FGC e injetar o dinheiro no BRB. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União.
Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantia do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (Capag) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O DF possui nota C, abaixo do necessário. A nota não representa a posição do Tesouro Nacional, que é feita em cada pedido de garantia, mas indica o que é considerado pelo órgão na hora de fazer a avaliação.
O BRB tem um rombo calculado em cerca de R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master, segundo as investigações. O governo do DF, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio.
O ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio.
Integrantes do governo Lula afirmam, no momento, que a União não participará do socorro ao BRB. Aliados do petista sustentam que a crise é de responsabilidade do governo do Distrito Federal, especialmente pelo envolvimento do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) no plano de comprar o Banco Master – barrado pelo Banco Central em setembro do ano passado.
No ofício, o governo do Distrito Federal sustenta que o pedido cumpre integralmente as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) mesmo com os problemas registrados no orçamento do DF. A administração argumenta ainda que, se o BRB não for socorrido, a situação pode trazer impactos indiretos relevantes sobre as finanças públicas da unidade da federação.
“A análise da capacidade de pagamento do Distrito Federal, realizada nos termos da Portaria STN nº 1.487/2022, indica situação fiscal que, embora demande monitoramento em função de pressões específicas sobre indicadores de poupança corrente, permanece compatível com a contratação da operação, especialmente diante do caráter prudencial e mitigador de riscos da medida proposta”, diz o documento.