Presidente da Santa Casa do Rio Grande classifica momento como decisivo para o futuro do hospital
Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 29/04/2026 04:11:48

Em meio às negociações para regularizar honorários médicos atrasados desde novembro e reequilibrar as contas, o presidente da Santa Casa do Rio Grande, Renato Silveira, afirma que a instituição vive um momento “decisivo”. Referência em atendimentos para 21 municípios da região Sul, o hospital busca medidas estruturais e apoio das três esferas de governo para reduzir o déficit orçamentário.
A declaração ocorre após a mobilização de médicos que cobram pagamentos em atraso. Na última segunda-feira (27), reuniões entre representantes do hospital, da categoria e do poder público resultaram na apresentação de um cronograma de quitação, o que levou os profissionais a manterem os atendimentos.
— Existe uma negociação, um sindicato, um grupo de médicos, está tudo muito bem encaminhado e pensamos que durante esse mês de maio nós deveremos ter a solução para o pagamento dessa dívida com os médicos. A Santa Casa do Rio Grande vive um momento importante nessa situação incômoda, que é de atraso da remuneração — afirma Silveira.
Recuperação judicial e busca por equilíbrio
A instituição enfrenta um processo de recuperação judicial desde 2022. Para o presidente, a reorganização financeira é a única via para honrar compromissos e manter a operação diária do hospital.
— É uma instituição em recuperação judicial que precisa seguir em frente e ter equilíbrio para pagar os seus credores e o dia a dia do hospital — acrescenta.
As tratativas envolvem o governo federal, especialmente no que diz respeito à ampliação do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC). A liberação de R$ 14 milhões é considerada estratégica para reforçar o custeio mensal. No último dia 14 de abril, técnicos do Ministério da Saúde visitaram a unidade para avaliar o cenário.
Cenário de operação 100% SUS
Entre as medidas mais drásticas em análise está a possibilidade de a instituição passar a operar com atendimento 100% pelo SUS. Na prática, a mudança significaria a descontinuidade de atendimentos particulares e convênios para concentrar integralmente os serviços no sistema público.
Segundo a direção, essa migração poderia abrir caminho para novas habilitações e uma ampliação considerável nos repasses governamentais, garantindo uma solução de continuidade e equilíbrio econômico para a entidade no longo prazo.
— Existe um envolvimento, que possa ser histórico, dos entes federativos, com o objetivo não só de resolver a situação momentânea, mas de trazer uma solução de continuidade — comenta o presidente.
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