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Ministério quer ouvir PCDs para ampliar acessibilidade aérea

Fonte: brasilturis.com.br | Data: 29/04/2026 10:29:59

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Pesquisa convida passageiros a relatar experiências de acessibilidade na aviação
Crédito: Gabriel Heusi

O Ministério de Portos e Aeroportos lançou uma pesquisa nacional para ouvir passageiros com deficiência e tornar a aviação civil mais acessível no país. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal de São Carlos e integra o Projeto Aviação Acessível.

A consulta convida pessoas com deficiência a relatarem suas experiências em aeroportos e companhias aéreas, desde a compra da passagem até o desembarque no destino final. A participação pode ser feita por meio do site oficial do projeto, com envio de depoimentos em texto, áudio ou vídeo.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a proposta é fortalecer a escuta direta dos usuários. “Estamos trabalhando para que a acessibilidade seja parte central da aviação brasileira, e isso só é possível com a participação ativa dos passageiros. Ao compartilhar suas experiências, cada pessoa contribui diretamente para a construção de um setor mais inclusivo, eficiente e preparado para atender a todos”, afirma.

Escuta ativa e políticas públicas

O modelo adotado prioriza o relato do usuário como ferramenta central de diagnóstico. A pesquisa permite que o passageiro avalie procedimentos de acessibilidade implementados por aeroportos e companhias aéreas, indicando a relevância e a efetividade das medidas na prática.

Cada resposta contribui para mapear barreiras recorrentes em diferentes terminais e operações aéreas. As informações coletadas servirão de base para aprimorar políticas públicas, orientar melhorias operacionais e ampliar a autonomia das pessoas com deficiência durante a jornada aérea.

No ar desde 2024, o levantamento já apontou desafios como a necessidade de ampliar o uso de tecnologias acessíveis, melhorar a comunicação para pessoas com deficiência auditiva e garantir maior cuidado no transporte de equipamentos, incluindo cadeiras de rodas.

Outro ponto identificado envolve a capacitação de profissionais e a oferta de recursos de acessibilidade ao longo de toda a experiência do passageiro, desde o atendimento inicial até a chegada ao destino.