OMS rastreia pessoas com quem passageira de cruzeiro infectada com hantavírus teve contato
Fonte: estadao.com.br | Data: 05/05/2026 07:10:46
Surto em navio chama atenção para os riscos do hantavírus
Doença é transmitida principalmente pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. Crédito: Jefferson Perleberg (Edição)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tenta rastrear os passageiros do voo onde a holandesa que morreu, no último dia 26, em decorrência do hantavírus, esteve, informou a instituição nesta terça-feira, 5. A turista estava a bordo do navio de cruzeiro, agora ancorado perto de Cabo Verde, que já registra três mortes devido à doença.
A holandesa desembarcou na ilha de Santa Helena com “sintomas gastrointestinais” em 24 de abril. Ela pegou um voo para Joanesburgo, na África do Sul, durante o qual seu estado de saúde piorou; ela faleceu dois dias depois, informou a OMS.
O marido da turista também faleceu em decorrência do hantavírus. O homem de 70 anos teria sido o primeiro a apresentar os sintomas. Ele morreu a bordo do navio e seu corpo foi deixado também em Santa Helena.
A terceira vítima ainda estaria a bordo do navio, informou uma fonte à AFP.

O navio de cruzeiro MV Hondius, onde casos de hantavírus foram registrados.
Foto: AFP
Entenda a doença
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).
Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas:
- Febre;
- Dor nas articulações;
- Dor de cabeça;
- Dor lombar;
- Dor abdominal;
- Sintomas gastrointestinais.
Na fase cardiopulmonar, os sintomas da hantavirose são:
- Febre;
- Dificuldade de respirar;
- Respiração acelerada;
- Aceleração dos batimentos cardíacos;
- Tosse seca;
- Pressão baixa.
De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o País registrou 15 óbitos pela doença em 2025 e uma morte até março deste ano. /Com AFP