Hantavírus que matou 3 em cruzeiro não circula no Brasil, diz Ministério da Saúde
Fonte: diariodocentrodomundo.com.br | Data: 09/05/2026 00:06:42

O Ministério da Saúde informou que o genótipo de hantavírus identificado no cruzeiro internacional monitorado pela Organização Mundial da Saúde não circula no Brasil. Segundo a pasta, o risco global de disseminação permanece baixo e não há impacto direto para o país até o momento.
O vírus ligado ao surto é o Andes, associado a episódios raros de transmissão entre pessoas na Argentina e no Chile. A OMS informou que, até 8 de maio, havia oito casos relacionados ao navio, incluindo três mortes, e seis infecções confirmadas em laboratório como vírus Andes.
No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que já foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, mas sem transmissão humana entre pessoas. A hantavirose no país é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
A pasta também descartou relação entre o surto do cruzeiro e os dois casos confirmados no Paraná. Segundo o ministério, os registros paranaenses não têm ligação com a situação internacional monitorada pela OMS.
Em 2025, o Brasil registrou 35 casos de hantavirose. Em 2026, foi levantado um sinal de alerta com dois novos casos no Paraná. Os pacientes confirmados no estado são moradores de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, e que outros 11 casos seguem em investigação.
A OMS afirma que o evento no navio segue sob investigação internacional, com rastreamento de contatos por diferentes países. A entidade considera o risco para a população global baixo, mas avalia como moderado o risco para passageiros e tripulantes da embarcação.
O alerta sanitário ganhou repercussão porque o vírus Andes é o único hantavírus com registro de transmissão limitada entre humanos, geralmente em contato próximo e prolongado. No Brasil, a orientação segue voltada à prevenção de contato com roedores silvestres e ambientes contaminados por secreções desses animais.