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RN registra maior renda per capita do Nordeste pelo terceiro ano seguido, aponta IBGE

Fonte: bnewsrn.com.br | Data: 09/05/2026 06:38:32

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O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com rendimento mensal real domiciliar per capita de R$ 1.779, maior valor do Nordeste pelo terceiro ano consecutivo. O resultado representa crescimento de 9,41% em relação a 2024, quando a renda per capita no estado era de R$ 1.626. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre Rendimento de Todas as Fontes.

Apesar do avanço, o estado permanece abaixo da média nacional, que alcançou R$ 2.264 em 2025. Ainda assim, o crescimento potiguar superou o registrado no país, que foi de 6,89% no período. O levantamento também mostra que a massa de rendimento mensal domiciliar per capita do Rio Grande do Norte atingiu R$ 6,145 bilhões, maior valor da série histórica iniciada em 2012.

Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita corresponde à soma dos ganhos dos moradores da residência, incluindo salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, dividida pelo número de moradores.

No Rio Grande do Norte, 66,4% da renda domiciliar per capita vieram do rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos. Outros 33,6% tiveram origem em fontes complementares, principalmente aposentadorias e pensões, responsáveis por 24% do total, além de programas sociais do governo, que responderam por 6,3%.

O estado teve o terceiro menor percentual de participação do trabalho na composição da renda per capita no país, atrás apenas do Piauí e de Alagoas.

Entre os estados mais desiguais do país

Apesar do crescimento da renda média, o Rio Grande do Norte apareceu como o terceiro estado mais desigual do Brasil no indicador de rendimento domiciliar per capita.

Os dados mostram que os 10% da população potiguar com maiores rendimentos recebiam, em média, 16,3 vezes mais do que os 40% da população com menores rendimentos. O estado ficou atrás apenas do Distrito Federal, com 19,7 vezes, e do Rio de Janeiro, com 16,4 vezes.

No Rio Grande do Norte, os 40% mais pobres tinham rendimento médio mensal de R$ 754, enquanto os 10% mais ricos alcançavam média de R$ 7.897. Já o 1% da população com maiores rendimentos registrou renda domiciliar per capita média de R$ 20.047.

O índice de Gini do estado, indicador que mede concentração de renda, ficou em 0,540, terceiro maior do país. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

RN lidera menor dependência 

A PNAD Contínua apontou ainda que 34% dos domicílios potiguares receberam valores do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC-LOAS) ou de outros programas sociais em 2025. Esse foi o menor percentual entre os estados nordestinos, posição ocupada pelo RN desde 2021.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a renda per capita média foi de R$ 637 mensais. Já os beneficiários do BPC-LOAS registraram média de R$ 1.048 por mês. Nos domicílios sem recebimento de programas sociais, a renda per capita alcançou R$ 2.458 mensais.

Ensino superior amplia rendimento 

O levantamento também revelou forte diferença de rendimento conforme o nível de escolaridade dos trabalhadores potiguares.

Pessoas ocupadas com ensino superior completo receberam, em média, R$ 6.613 mensais em 2025, cerca de três vezes mais do que trabalhadores com apenas ensino médio completo ou equivalente, cuja renda média ficou em R$ 2.127. Entre os trabalhadores sem instrução, o rendimento médio caiu para R$ 939, redução de 15,63% em comparação com 2024.

O rendimento médio de todas as fontes da população residente com renda atingiu R$ 2.731 em 2025, alta de 8,11% frente ao ano anterior e maior valor da série histórica. Já o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos chegou a R$ 3.003, ultrapassando pela primeira vez a marca dos R$ 3 mil no estado.