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O que é PMMA? Entenda os riscos da substância usada em procedimentos estéticos

Fonte: folhabv.com.br | Data: 13/05/2026 07:03:22

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O PMMA, sigla para polimetilmetacrilato, voltou ao centro das discussões nas redes sociais após relatos de pacientes que afirmam ter sofrido complicações graves em procedimentos estéticos. Em muitos casos, pessoas que procuravam técnicas consideradas menos invasivas, como a rinomodelação com ácido hialurônico, descobriram apenas depois que receberam aplicações de PMMA sem conhecimento claro sobre o material utilizado.

O caso mais recente que ganhou repercussão nacional foi o de uma jornalista que relatou ter quase perdido parte do nariz após complicações associadas ao uso da substância. Outra influencer alertou que perdeu parte da boca e do queixo após procedimento. Esses episódios reacenderam o alerta sobre os riscos do PMMA e sobre a importância de os pacientes investigarem detalhadamente quais produtos estão sendo aplicados durante procedimentos estéticos.

O polimetilmetacrilato é um material sintético utilizado originalmente em áreas médicas específicas, como reconstruções e correções corporais em situações muito particulares. Diferentemente do ácido hialurônico, que é absorvido gradualmente pelo organismo, o PMMA é permanente. Isso significa que, uma vez aplicado, ele permanece no corpo e pode desencadear complicações tardias difíceis de corrigir.

Entre os principais riscos estão inflamações crônicas, rejeições, formação de nódulos, infecções, deformidades e necrose, quando há comprometimento da circulação sanguínea. Em regiões delicadas, como o nariz, os danos podem ser ainda mais graves devido à vascularização local, aumentando o risco de perda de tecido.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprova o uso do PMMA para fins puramente estéticos, especialmente em procedimentos faciais com objetivo de preenchimento. Em alguns casos, é utilizado para pacientes com a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), por conta da perda de preenchimento facial. Ou seja, o produto possui autorização restrita para situações específicas de saúde e reparação, mas o uso indiscriminado na estética continua sendo motivo de preocupação entre especialistas.

Saiba o que fazer antes de um procedimento estético e como evitar uso do PMMA

Um dos maiores problemas apontados por médicos é justamente a falta de informação clara ao paciente. Muitas pessoas acreditam estar realizando procedimentos com ácido hialurônico, substância considerada biocompatível e reversível, quando, na verdade, recebem aplicações de PMMA. Diferentemente do ácido hialurônico, o PMMA não pode ser dissolvido facilmente e, em muitos casos, exige cirurgias complexas para retirada.

Especialistas recomendam que pacientes questionem diretamente qual substância será utilizada antes de qualquer procedimento. Pedir a embalagem do produto, verificar o registro na Anvisa e confirmar a formação do profissional são medidas consideradas fundamentais. Também é importante desconfiar de procedimentos com preços muito abaixo do mercado ou promessas de resultados definitivos e “sem manutenção”.

Outro ponto de alerta é que complicações podem surgir anos depois da aplicação. Muitas pessoas passam longos períodos sem sintomas até desenvolver inflamações, endurecimento da região ou alterações estéticas progressivas.

Com o crescimento dos procedimentos faciais minimamente invasivos e a forte influência das redes sociais na busca por padrões estéticos, especialistas reforçam que a segurança deve vir antes do resultado imediato. Mais do que acompanhar tendências, é fundamental entender exatamente o que está sendo colocado no corpo.