Taxa desemprego fica estável no primeiro trimestre, aponta IBGE
Fonte: reporternews.com.br | Data: 13/05/2026 22:52:13
A taxa de desemprego no Brasil ficou 11,1% no 1� trimestre de 2022, o que significa estabilidade na compara��o com o 4� trimestre de 2021, quando registrou o mesmo percentual. Representa ainda queda de 3,8 pontos percentuais na compara��o com o mesmo trimestre de 2021, quando atingiu 14,9%. Os dados est�o inclu�dos no resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic�lios (Pnad) Cont�nua, divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE).

Em rela��o ao trimestre anterior, a taxa de desocupa��o ficou est�vel em 26 unidades da Federa��o. De acordo com o IBGE, o �nico recuo foi no Amap� (3,3 pontos percentuais). Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a queda, contudo, n�o se deve ao aumento no n�mero de pessoas ocupadas, mas a menor press�o das pessoas sem trabalho buscando ocupa��o no estado.
�Houve uma queda de 7,3% no n�mero de pessoas na for�a de trabalho e um aumento de 10,4% no contingente fora da for�a�, explicou.
Os estados da Bahia (17,6%), Pernambuco (17%) e Rio de Janeiro (14,9%) apresentaram as maiores taxas de desocupa��o. J� as menores foram em Santa Catarina (4,5%), no Mato Grosso (5,3%) e no Mato Grosso do Sul (6,5%).
No 1� trimestre, a taxa de desocupa��o por sexo ficou em 9,1% para os homens e 13,7% para as mulheres. Em cor ou ra�a, o desemprego entre os brancos alcan�ou 8,9%, ficando abaixo da m�dia nacional, mas para os pretos (13,3%) e pardos (12,9%) ficou acima.
Por faixas de idade, a taxa tamb�m ficou est�vel no per�odo, se comparado ao trimestre anterior. O IBGE destacou que mesmo entre os jovens de 18 a 24 anos de idade (22,8%), que tradicionalmente t�m elevadas taxas de desocupa��o, n�o houve crescimento, acompanhando o panorama nacional.
�S�o jovens ainda em processo de forma��o, que n�o t�m uma inser��o muito efetiva no mercado de trabalho, ocupando, muitas vezes, trabalhos tempor�rios. Eles entram e saem do mercado com mais frequ�ncia. Muito em fun��o de, �s vezes, terem que compatibilizar estudos com trabalho. H� ainda outros aspectos estruturais, como pouca experi�ncia e qualifica��o. Por isso, est�o rotineiramente pressionando do mercado�, disse a coordenadora.
Escolaridade
A desocupa��o entre as pessoas com ensino m�dio incompleto atingiu 18,3%, percentual maior do que os das taxas dos demais n�veis de instru��o. No grupo de pessoas com n�vel superior incompleto, a taxa ficou em 11,9%. � mais que o dobro da registrada para o n�vel superior completo, que chegou a 5,6%.
Rendimento
O rendimento m�dio real mensal habitual foi calculado em R$ 2.548. O valor representa eleva��o de 1,5% em rela��o ao 4� trimestre de 2021, quando atingiu R$ 2.510. � tamb�m um recuo de 8,7% ante o 1� trimestre de 2021. J� tinha alcan�ado R$ 2.789. Ainda em rela��o ao 4� trimestre de 2021, somente as regi�es Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) apresentaram expans�o relevante. J� na compara��o com o 1� trimestre de 2021, a Regi�o Norte ficou est�vel e as demais regi�es apresentaram queda do rendimento m�dio.
�Na compara��o com o quarto trimestre de 2021, somente as regi�es Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) tiveram expans�o significativa no rendimento m�dio. J� entre as unidades da federa��o, embora tenha havido uma tend�ncia de leve aumento em boa parte delas, o �nico estado que realmente teve aumento estatisticamente significativo foi S�o Paulo (R$ 3.107)�, disse Adriana Beringuy.
A taxa composta de subutiliza��o da for�a de trabalho, que � o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insufici�ncia de horas trabalhadas e na for�a de trabalho potencial em rela��o � for�a de trabalho ampliada, ficou em 23,2% no 1� trimestre de 2022. O maior percentual, 43,9%, foi registrado no Piau�, seguido por Sergipe e Alagoas, os dois com 38,6%. Santa Catarina (8,3%), Mato Grosso (11,3%) e Paran� (14%) apresentaram as menores taxas.
Desalento
Ainda no 1� trimestre de 2022, o n�mero de desalentados somou 4,6 milh�es de pessoas. A maior quantidade foi na Bahia com 648 mil desalentados, ou 14,1% do contingente nacional. O percentual de desalentados, na compara��o com a popula��o na for�a de trabalho ou desalentada chegou a 4,1% nos primeiros tr�s meses de 2022. Os maiores percentuais foram no Maranh�o (15,8%) e em Alagoas (15,4%), J� Santa Catarina (0,6%), Mato Grosso (1,2%) e Distrito Federal (1,4%) foram os menores.
Carteira assinada
O percentual de empregados com carteira assinada atingiu 74,1% no setor privado, sendo os maiores percentuais em Santa Catarina (88,2%), S�o Paulo (82,4%), Rio Grande do Sul (81,1%). Maranh�o (47,3%), Par� (51,3%) e Piau� (51,4%) registraram os menores.
Conta pr�pria
A parcela da popula��o ocupada do pa�s trabalhando por conta pr�pria ficou em 26,5%. Os maiores percentuais foram do Amap� (35,9%), Amazonas (35,7%) e Par� (34,6%) e os menores, do Distrito Federal (19,4%), Mato Grosso do Sul (22,3%) e S�o Paulo (23,6%).
Informalidade
A taxa de informalidade para o Brasil foi de 40,1% da popula��o ocupada. As maiores taxas ficaram com Par� (62,9%), Maranh�o (59,7%) e Amazonas (58,1%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (30,3%) e S�o Paulo (30,5%).
Edi��o: Fernando Fraga