IBGE aponta Santa Catarina como estado menos dependente do Bolsa Família
Fonte: rscportal.com.br | Data: 14/05/2026 11:17:53
Estado reduziu participação de beneficiários para 3,9% dos domicílios e lidera ranking nacional com menor dependência do programa social.
Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor participação de famílias atendidas pelo Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8). De acordo com o levantamento, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses receberam o benefício em 2025.
O índice representa uma redução em relação ao ano anterior, quando o percentual era de 4,3%. A média nacional ficou em 17,2% dos domicílios contemplados pelo programa federal.
Além de liderar o ranking nacional com o menor índice, Santa Catarina aparece com ampla diferença em relação aos demais estados. São Paulo ocupa a segunda posição, com 7,6%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 7,7%.
O desempenho catarinense acompanha os indicadores positivos do mercado de trabalho no estado. Segundo os dados apresentados pelo governo estadual, Santa Catarina criou cerca de 58,8 mil vagas formais de emprego em 2024 e mantém a menor taxa de desemprego do país, de 2,2%.

O governador Jorginho Mello afirmou que a geração de empregos é um dos principais fatores para a redução da dependência de programas sociais.
“A melhor política social é a geração de emprego. É por isso que o Governo do Estado investe em um ambiente de negócios favorável, para que o catarinense crie sua empresa ou trabalhe com carteira assinada”, declarou.
Além do Bolsa Família, Santa Catarina também registrou o menor percentual de domicílios atendidos por programas sociais em geral, incluindo benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Segundo o IBGE, apenas 6,9% das residências catarinenses receberam algum tipo de programa social em 2025. A média nacional foi de 22,7%.
Entre os estados do Sul, o Rio Grande do Sul aparece com 11,5%, enquanto o Paraná registra 12,8%.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, atribuiu os números ao crescimento econômico e às políticas voltadas à qualificação profissional e atração de investimentos no estado.
Por Redação RSC