Flávio Bolsonaro admite encontro com dono do Banco Master após crise e tornozeleira eletrônica
Fonte: pernambuconoticias.com.br | Data: 20/05/2026 00:00:11
Master, depois que o empresário passou a ser alvo de medidas judiciais e começou a usar tornozeleira eletrônica.

A declaração foi feita em Brasília, após uma reunião da bancada do Partido Liberal convocada para tentar reduzir os impactos políticos da crise envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a coletiva, Flávio afirmou que decidiu procurar Vorcaro para encerrar pendências ligadas ao longa-metragem e entender a situação financeira enfrentada pelo empresário. Segundo o senador, toda a relação com o banqueiro aconteceu exclusivamente em razão da busca por investidores para viabilizar o projeto audiovisual.
O parlamentar contou que conheceu o dono do Banco Master no fim de 2024, durante encontros voltados à captação de recursos para o filme. De acordo com ele, empresários brasileiros demonstravam resistência em associar suas marcas a uma produção sobre Jair Bolsonaro, o que levou a equipe a estruturar parte do projeto nos Estados Unidos.
Flávio relatou ainda que Daniel Vorcaro era visto no meio político e empresarial como alguém com forte influência e boa relação com autoridades e integrantes do Judiciário. Segundo ele, o banqueiro chegou a cumprir parte dos compromissos financeiros assumidos para a produção, mas os pagamentos teriam sido interrompidos a partir de maio de 2025.
O senador afirmou que a equipe do filme tentou várias vezes obter uma definição sobre a continuidade do investimento. Segundo ele, o áudio divulgado recentemente envolvendo o caso ocorreu justamente em meio às tentativas de evitar a paralisação das gravações.
Ainda durante a entrevista, Flávio Bolsonaro voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master. O parlamentar também citou informações sobre encontros entre Daniel Vorcaro, integrantes do governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante negociações envolvendo a instituição financeira.
Segundo o senador, uma CPMI seria necessária para esclarecer os fatos e identificar possíveis responsabilidades no caso.
Nos bastidores, aliados do PL avaliam que a repercussão da crise aumentou o desgaste político do partido e gerou preocupação no mercado financeiro. A associação do nome de Flávio Bolsonaro ao banqueiro também elevou a pressão sobre articulações políticas ligadas às eleições presidenciais.