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Deputado Robinson Almeida questiona discurso de ACM Neto sobre facções e cobra explicações sobre consultoria ligada ao Banco Master e à Reag

Fonte: jornalgrandebahia.com.br | Data: 30/05/2026 17:54:28

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cobrou neste sábado (30/05/2026) explicações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) após o dirigente oposicionista defender a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Segundo o parlamentar petista, há contradição entre o discurso público de Neto sobre segurança pública e os supostos pagamentos superiores a R$ 5,5 milhões recebidos por empresa ligada ao ex-prefeito em contratos de consultoria com o Banco Master e com a Reag, instituição citada em investigações relacionadas à Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, sobre lavagem de dinheiro atribuída a estruturas associadas ao PCC.

Deputado cobra coerência de ACM Neto após fala sobre facções

A manifestação de Robinson Almeida ocorre após ACM Neto defender medidas mais duras contra organizações criminosas, em meio ao debate público sobre a possibilidade de enquadramento de facções como grupos terroristas. O tema ganhou força no cenário político nacional e estadual por envolver segurança pública, crime organizado, soberania nacional e relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos.

Para Robinson, o ex-prefeito de Salvador precisa explicar a relação de sua empresa com instituições financeiras que passaram a ser citadas em apurações sobre operações suspeitas. O deputado afirmou que ACM Neto não pode utilizar o tema da segurança pública como instrumento de confronto político sem responder aos questionamentos que envolvem sua própria trajetória recente.

O mesmo ACM Neto que sobe em palanque para posar de defensor da segurança pública é aquele que recebeu milhões de uma instituição financeira que aparece vinculada a uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. Se está tudo regular, que explique detalhadamente aos baianos”, declarou o deputado petista.

A Operação Carbono Oculto, conduzida por órgãos de investigação, tornou-se um dos elementos centrais da controvérsia por apurar estruturas financeiras, empresariais e patrimoniais supostamente utilizadas em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado. O caso passou a ser citado em diferentes debates públicos por envolver fundos, empresas, movimentações financeiras e instituições do mercado financeiro.

Consultoria, Banco Master e Reag entram no centro da crítica política

Segundo Robinson Almeida, os pagamentos atribuídos à empresa ligada a ACM Neto teriam ocorrido por meio de contratos de consultoria com o Banco Master e com a Reag. O parlamentar sustenta que a situação exige esclarecimentos públicos, sobretudo porque o ex-prefeito se apresenta como liderança de oposição e possível candidato ao Governo da Bahia.

O deputado afirmou que causa estranheza o fato de ACM Neto fazer críticas a adversários no campo da segurança pública enquanto evita responder, de forma detalhada, às perguntas sobre os contratos citados. Para Robinson, a sociedade baiana tem direito de conhecer a natureza dos serviços prestados, os objetos dos contratos, os valores pagos, os períodos de execução e a eventual documentação comprobatória.

Robinson acusa Neto de oportunismo eleitoral

Além da cobrança sobre os contratos, Robinson Almeida classificou a postura de ACM Neto como marcada por demagogia e oportunismo eleitoreiro. Para o parlamentar petista, o ex-prefeito tenta transformar a segurança pública em ferramenta de disputa política, ao mesmo tempo em que não oferece respostas públicas consideradas satisfatórias sobre as relações empresariais questionadas.

O deputado também afirmou que ACM Neto cobra explicações de adversários, mas permanece em silêncio quando os questionamentos são dirigidos a ele. Segundo Robinson, quem pretende governar a Bahia deve agir com transparência, sobretudo em temas que envolvem segurança pública, crime organizado e soberania nacional.

O parlamentar usou ainda a expressão “desfaçatez política” para criticar o comportamento do ex-prefeito. A declaração intensifica o tom da disputa entre PT e União Brasil na Bahia, em um momento de reorganização das forças políticas estaduais para as eleições de 2026.

Bolsonarismo, soberania nacional e Donald Trump também são citados

Robinson Almeida ampliou a crítica ao mencionar a relação de ACM Neto com o campo bolsonarista. Segundo o deputado, o ex-prefeito tentaria esconder sua afinidade política com setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e evitaria se posicionar sobre o papel do senador Flávio Bolsonaro em articulações com Donald Trump contra interesses brasileiros.

Ele cobra explicações dos outros, mas se cala quando as perguntas são dirigidas a ele. Além disso, tenta esconder sua afinidade com o bolsonarismo e evita se posicionar sobre o papel de Flávio Bolsonaro nas articulações com Donald Trump contra os interesses do Brasil. Quem fala em soberania nacional não pode fechar os olhos para atitudes que a colocam em risco”, afirmou Robinson.

A crítica ocorre em ambiente político marcado por forte disputa narrativa em torno da segurança pública na Bahia. O avanço de facções criminosas, a pressão sobre governos estaduais e a discussão sobre medidas de repressão ao crime organizado passaram a ocupar espaço central no debate eleitoral e institucional.

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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, com área de concentração em Cultura, Desigualdades e Desenvolvimento, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e ex-aluno especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, sendo filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ – Registro nº 14.405), à Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ – Registro nº 4.518) e à Associação Bahiana de Imprensa (ABI-BA). É diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). Integra a Maçonaria regular, exercendo o cargo de Mestre Instalado da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Maçônica ∴ Harmonia, Luz e Sigilo, nº 46.