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Representantes brasileiros participam de fórum em São Petersburgo em busca de tecnologias russas – 03.06.2026, Sputnik

Fonte: noticiabrasil.net.br | Data: 03/06/2026 20:03:04

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Representantes brasileiros participam de fórum em São Petersburgo em busca de tecnologias russas

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Representantes do Brasil estiveram, nesta quarta-feira (3), no 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), em um encontro que reúne pessoas… 03.06.2026, Sputnik Brasil

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O ex-ministro de Minas e Energia do Brasil Bento Albuquerque (2019-2022) esteve presente no fórum e destacou que Brasília e Moscou são potências energéticas que já cooperam há décadas no segmento nuclear. Na visão do almirante de esquadra brasileiro, a Rússia pode ajudar o Brasil na transição de plantas de carvão para pequenos reatores nucleares.Albuquerque também comentou os potenciais das terras raras brasileiras, afirmando que empresas de países que compõem o BRICS serão fundamentais para que o Brasil possa explorar toda a capacidade do processamento desses minerais. Apesar de abordar os minerais essenciais para a transição energética, o ex-ministro relembrou a importância do gás natural, essencial inclusive para a produção de fertilizantes. Atualmente, o Brasil negocia com a Rússia contratos de longo prazo para aquisição de GNL.Floriano Pesaro, diretor de gestão corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), afirmou que a Rússia é uma parceira essencial para o Brasil no segmento de fertilizantes. Segundo o empresário, é necessário que a produção nacional desse insumo cresça, e companhias russas podem impulsionar essa expansão.Na visão de Pesaro, gargalos logísticos impedem que Brasil e Rússia tenham um comércio bilateral mais aquecido. Para ele, o caminho para esse desembaraço logístico pode ser o mar.Já o deputado federal Nelson Padovani (PP-PR) acredita que o Brasil deva investir em relações de comércio de equipamentos mais complexos, além das tradicionais exportações de produto in natura.Padovani destacou a alta capacidade tecnológica da Rússia, em especial em soluções para saúde, como equipamentos e vacinas. Na visão do parlamentar, sanções econômicas estabelecidas pelo Ocidente não devem impedir a troca comercial entre Brasília e Moscou, ambos atingidos por diferentes medidas tarifárias.

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Especiais

Representantes do Brasil estiveram, nesta quarta-feira (3), no 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), em um encontro que reúne pessoas de mais de 130 países. Com o tema “Diálogo pragmático: o caminho para um futuro estável”, participantes discutem maneiras de moldar a economia mundial para uma realidade multipolar.

O ex-ministro de Minas e Energia do Brasil Bento Albuquerque (2019-2022) esteve presente no fórum e destacou que Brasília e Moscou são potências energéticas que já cooperam há décadas no segmento nuclear. Na visão do almirante de esquadra brasileiro, a Rússia pode ajudar o Brasil na transição de plantas de carvão para pequenos reatores nucleares.

“Nós começamos a conversar com a Rosatom e também com outras empresas sobre a possibilidade, a viabilidade de se substituir nas próximas décadas a geração a carvão no Brasil por geração nuclear. E, com essas tratativas, com memorandos de entendimento, no Brasil nós iniciamos um projeto de microreator nuclear. Um reator de 5 MW que deve terminar o seu desenvolvimento nos próximos 2 ou 3 anos. E isso é uma das soluções que nós pretendemos ter no Brasil, como a Rússia tem aqui.”

Albuquerque também comentou os potenciais das terras raras brasileiras, afirmando que empresas de países que compõem o BRICS serão fundamentais para que o Brasil possa explorar toda a capacidade do processamento desses minerais.

🇧🇷🗣 Ex-ministro defende parceria com BRICS para agregar valor aos minerais estratégicos brasileiros

📌 Em entrevista à Sputnik Brasil, o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque afirmou que a cooperação entre empresas brasileiras e países do BRICS será essencial para… pic.twitter.com/iVg4BUsMS7

— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) June 3, 2026

Apesar de abordar os minerais essenciais para a transição energética, o ex-ministro relembrou a importância do gás natural, essencial inclusive para a produção de fertilizantes. Atualmente, o Brasil negocia com a Rússia contratos de longo prazo para aquisição de GNL.

“O Brasil importa 90% dos fertilizantes que consome, e o gás natural tem um papel muito importante nos nitrogenados. […] O gás natural não é só importante para os fertilizantes, ele é importante para a geração de energia e também para a indústria do Brasil. Então, o gás natural vai ter um papel importante, não só na nossa agenda de importação, que já ocorre, mas também no desenvolvimento da nossa produção interna.”

'Momento particularmente positivo': Brasil e Rússia reforçam parceria estratégica no SPIEF 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026

Floriano Pesaro, diretor de gestão corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), afirmou que a Rússia é uma parceira essencial para o Brasil no segmento de fertilizantes. Segundo o empresário, é necessário que a produção nacional desse insumo cresça, e companhias russas podem impulsionar essa expansão.

“Uma das ideias do próprio governo e da própria agência de exportação e atração de investimentos, que é a Apex Brasil, é atrair investimentos para a produção de fertilizantes no Brasil. Que sejam empresas russas produzindo no Brasil fertilizantes para a nossa agricultura.”

🇷🇺🤝🇧🇷 Diretor da Apex vê Rússia como parceira estratégica e defende produção de fertilizantes no Brasil

🗣 O diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Floriano Pesaro, afirmou que a Rússia desempenha um papel estratégico no… pic.twitter.com/pVhHKE8slq

— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) June 3, 2026

Na visão de Pesaro, gargalos logísticos impedem que Brasil e Rússia tenham um comércio bilateral mais aquecido. Para ele, o caminho para esse desembaraço logístico pode ser o mar.

“O Brasil e a Rússia são dois países distantes, mas são dois países que têm uma tradição marítima muito grande. Ampliar portos, aeroportos, criar linhas e conexões diretas, especialmente, por exemplo, para o fornecimento de frutas brasileiras […] que possam chegar em um tempo correto na Rússia.”

Já o deputado federal Nelson Padovani (PP-PR) acredita que o Brasil deva investir em relações de comércio de equipamentos mais complexos, além das tradicionais exportações de produto in natura.

“O que nós temos que estreitar nessa relação [comercial global] é entender que o Brasil alimenta hoje 1,2 bilhão de pessoas no mundo, e a população do Brasil são 200 milhões de habitantes. Nós precisamos encontrar no mundo qual mercado paga melhor a mão de obra, o produto brasileiro, para que nós possamos exportar não só o produto in natura, mas exportar a lata, o azeite, a mão de obra do trabalhador brasileiro.”

Padovani destacou a alta capacidade tecnológica da Rússia, em especial em soluções para saúde, como equipamentos e vacinas. Na visão do parlamentar, sanções econômicas estabelecidas pelo Ocidente não devem impedir a troca comercial entre Brasília e Moscou, ambos atingidos por diferentes medidas tarifárias.

“O embargo econômico americano existe até com o Brasil, recentemente taxado em mais de 25%. Meses atrás foi a 50%, que caiu. Então, essas relações diplomáticas, elas passam. Mas o país fica. O Brasil e a Rússia vão ficar. As relações momentâneas vão passar. E a gente tem que deixar sementes plantadas. E as sementes se plantam no subsolo, embaixo da terra. Ela faz raiz e depois dá frutos. É isso que nós temos que fazer agora. Existem problemas hoje de pagamentos no Brasil que não conseguem entrar dinheiro direto nos bancos russos, mas isso vai passar.”

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