Na última quarta-feira, 3 de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido de quatro senadores que solicitavam a declaração de suspeição do colega Kassio Nunes Marques. O objetivo era que Nunes Marques atuasse em um mandado de segurança que envolve a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

A ação em questão foi protocolada em março deste ano, mas até o momento, o relator não havia tomado qualquer decisão. Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) basilaram sua solicitação na argumentação de que Nunes Marques teria uma amizade pessoal com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados na questão do Banco Master, o que para eles configura um “interesse direto” na matéria.

Fachin, ao negar o pedido, defendeu que a manifestação sobre a suspeição deveria ser apresentada dentro de um prazo específico, que é de cinco dias contados a partir da nomeação do relator no caso. O ministro destacou que a arguição de suspeição foi feita apenas em 12 de maio de 2026, mais de um mês após a determinação do sorteio da ação, que ocorreu em 26 de março do mesmo ano, superando, portanto, o prazo regulatório.

Além disso, os senadores também apontaram uma suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não se manifestou sobre o requerimento para a instalação da CPI, o qual foi protocolado em 26 de novembro de 2026. Os parlamentares afirmam que o documento conta com 53 assinaturas, superando o mínimo necessário de 27, o que corresponde a um terço do total de 81 senadores.

Assim, a trama em torno da CPI do Banco Master continua a intrigar o cenário político, levantando questões sobre a condução de investigações e o papel do STF em mediá-las. A negativa de Fachin pode impactar a dinâmica entre os senadores e a possibilidade de avanços nessa e em outras investigações correlatas no futuro.

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