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Clínica contesta denúncias e diz que Azeitona recebeu atendimento contínuo antes de morrer

Fonte: topmidianews.com.br | Data: 05/06/2026 18:44:42

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A Clínica Veterinária Pronto Dog & Cat se manifestou sobre a morte do poodle Azeitona, de 10 anos, ocorrida durante uma internação em agosto de 2025, e contestou as acusações feitas pelos tutores do animal. Em nota enviada ao TopMídiaNews, a unidade afirma que o cão recebeu acompanhamento contínuo, exames, medicamentos, oxigenoterapia e monitoramento clínico durante todo o período em que permaneceu internado.

Segundo a clínica, o atendimento foi realizado por diferentes médicos-veterinários regularmente inscritos no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS), em sistema de plantão. A unidade ressalta que mantém atendimento 24 horas e conta com uma equipe formada por 15 veterinários para suporte aos pacientes internados.

Sobre a orientação para que os tutores procurassem outra unidade durante a madrugada, a clínica afirma que a medida foi discutida após um agravamento súbito do quadro cardiorrespiratório do animal. Conforme a nota, a possibilidade de transferência teve como objetivo oferecer alternativas terapêuticas que não estavam disponíveis na estrutura da unidade, mas sem que houvesse interrupção do atendimento.

A empresa também rebate a alegação de demora na transferência, sustentando que o estado clínico do paciente exigia estabilização prévia antes de qualquer deslocamento, uma vez que o transporte poderia representar riscos adicionais ao animal.

Em relação à documentação do caso, a clínica informou que possui prontuário médico-veterinário, exames e registros de atendimento e que todo o material foi disponibilizado aos tutores, representantes legais e autoridades competentes quando solicitado. A unidade também afirmou que não existe, na medicina veterinária, um documento equivalente ao atestado de óbito humano nos moldes reivindicados pela família.

Outro ponto abordado foi a ausência de imagens das câmeras de segurança. Segundo a clínica, o sistema de monitoramento das áreas comuns existia, mas o equipamento de gravação estava inoperante naquele período devido a problemas técnicos previamente identificados. A situação, conforme a nota, foi comunicada aos envolvidos e às autoridades responsáveis pela apuração.

A unidade também comentou o Processo Ético-Profissional que tramita no CRMV-MS. A clínica afirmou que está colaborando com as investigações mediante apresentação de documentos, prontuários e esclarecimentos técnicos, destacando que o procedimento ainda não possui decisão definitiva. Segundo a empresa, parte dos fatos narrados pelos tutores é contestada e não encontra respaldo nos registros internos mantidos pela instituição.

Na manifestação, a clínica ainda ressaltou que os procedimentos policiais instaurados a partir das alegações apresentadas pela família teriam sido arquivados após a análise da documentação e dos esclarecimentos prestados. A empresa defende que não há, até o momento, qualquer conclusão administrativa ou judicial que reconheça falha profissional ou responsabilidade da clínica pela morte do animal.

O caso

A morte de Azeitona, um poodle de 10 anos, transformou a rotina de uma família de Campo Grande e deu origem a uma disputa que agora é analisada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária.

De acordo com os tutores Caroline da Silva Souza e Jair Neris da Silva, o cachorro era considerado um integrante da família e havia sido levado à clínica para realização de exames e acompanhamento veterinário após apresentar problemas de saúde que necessitavam de investigação.

Segundo o relato da família, o quadro clínico do animal se agravou durante a internação. Os tutores alegam que não houve monitoramento contínuo nem estrutura adequada para lidar com a gravidade da situação.

Na madrugada de 21 de agosto de 2025, os responsáveis receberam uma ligação informando que Azeitona havia sofrido uma parada cardiorrespiratória, mas teria sido reanimado. Ainda conforme os relatos, a clínica informou que não possuía UTI nem recursos suficientes para manter o atendimento emergencial, orientando a busca por outra unidade especializada.

Desesperados, Caroline e Jair seguiram até a clínica. Eles afirmam que encontraram o cachorro em estado crítico e foram informados de que precisariam realizar a transferência por conta própria. Conforme a denúncia apresentada pela família, a remoção teria sido atrasada por procedimentos burocráticos exigidos pela unidade.

Os tutores sustentam que o animal permaneceu agonizando por cerca de 40 minutos enquanto aguardavam a liberação para a transferência.

“O Azeitona não era apenas um animal de estimação, mas um membro da nossa família. Depositamos confiança na clínica para cuidar dele em um momento delicado, mas o que recebemos em troca foi sofrimento, dúvidas e ausência de respostas claras”, afirmaram.

Segundo a família, o cão morreu ainda dentro da clínica durante a madrugada.

Além da perda, os tutores afirmam ter enfrentado dificuldades para obter informações sobre o atendimento prestado. Eles alegam que houve demora na entrega de documentos relacionados ao caso e questionam a ausência de um atestado de óbito. Também chamaram atenção para a informação de que as câmeras de segurança não estariam gravando durante o período em que o animal permaneceu internado.

Processo ético segue em andamento

As circunstâncias da morte motivaram os tutores a protocolarem uma representação junto ao CRMV-MS. A denúncia resultou na abertura de um Processo Ético-Profissional contra a médica-veterinária responsável técnica da unidade e contra a Clínica Veterinária Pronto Dog & Cat.

Entre os pontos questionados pela família estão a estrutura oferecida para atendimento de emergência, a suposta demora na transferência do animal, a documentação fornecida após a morte e a atuação dos profissionais envolvidos no caso.

Os tutores também pedem esclarecimentos sobre a identificação de uma pessoa que teria se apresentado como médica-veterinária, mas que apareceria como auxiliar em documentos anexados ao processo.

O procedimento segue em tramitação no CRMV-MS e ainda não possui decisão final. A clínica afirma que está colaborando com as apurações e confia que a análise técnica da documentação esclarecerá os fatos.