… o mais vulnerável a infecções.O desmatamento e o avanço das fronteiras agrícolas, por sua vez, aproximam humanos, animais silvestres e novos agentes infecciosos.É por isso que a infectologia moderna olha apenas para os microrganismos. …
Fonte: instagram.com | Data: 05/06/2026 19:05:19
Hoje é dia mundial do meio ambiente e você aí já reparou o quanto que saúde, meio ambiente e doenças infecciosas, especialmente, estão conectados?
Enchentes, desmatamentos, queimadas, clima extremo… tudo isso também impacta a nossa saúde.
E é exatamente sobre isso que trata o conceito de Saúde Única.
Saúde Única, pra quem não conhece, significa entender que a saúde humana não existe de forma isolada. Ela é dependente da saúde dos animais e do equilíbrio meio ambiente.
Quando destruímos ecossistemas, alteramos o clima ou pressionamos a biodiversidade, também modificamos a dinâmica das doenças infecciosas.
E foi assim que vimos crescer, nas últimas décadas, o risco de epidemias, pandemias, a emergência de novas doenças infecciosas e, também, daquelas doenças transmitidas por vetores.
Mudanças ambientais influenciam a expansão de velhas conhecidas nossas, como a dengue, aumentam o risco de novas zoonoses e favorecem a ocorrência de eventos climáticos extremos que colocam sob cheque a própria saúde pública e a sua capacidade de lidar com esses desafios.
As enchentes, por exemplo, aumentam a ocorrência de doenças como leptospirose, hepatite A e outras arboviroses.
Já as queimadas impactam diretamente o nosso sistema respiratório, tornando-o mais vulnerável a infecções.
O desmatamento e o avanço das fronteiras agrícolas, por sua vez, aproximam humanos, animais silvestres e novos agentes infecciosos.
É por isso que a infectologia moderna olha apenas para os microrganismos.
É preciso também compreender também território, clima, biodiversidade, urbanização e até como a informação circula por aí.
E é por isso que no Dia Mundial do Meio Ambiente, a Sociedade Brasileira de Infectologia reforça:
Cuidar do meio ambiente também é cuidar da saúde das pessoas.
Saúde Única não é uma agenda do futuro.
É uma necessidade do presente.
Porque, infelizmente, as maiores ameaças sanitárias do século XXI serão cada vez mais influenciadas pelas transformações ambientais, sociais e climáticas do nosso tempo.