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Às vésperas da Copa, ONS estreia plano para equilibrar excesso de geração

Fonte: eixos.com.br | Data: 08/06/2026 07:07:52

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NESTA EDIÇÃO. ONS aciona plano excepcional para evitar que excesso da geração comprometa a estabilidade do sistema elétrico. Copa do Mundo traz desafios adicionais para a operação. 

 Opep+ relaxa cortes de produção. 

 Raízen vende operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina. 

Na semana em que começa um dos períodos mais desafiadores para a operação do sistema elétrico brasileiro, a Copa do Mundo, o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisou acionar pela primeira vez o plano emergencial para manter o equilíbrio entre carga e geração no Sistema Interligado Nacional (SIN). 

  • O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi acionado no domingo (7/6).
  • Segundo o ONS, a medida foi necessária para equilibrar a alta geração de micro e mini geração distribuída, combinada a uma carga menor, em meio ao final de semana prolongado após o feriado de Corpus Christi. 

Aprovado pela Aneel em novembro de 2025, o plano é uma medida excepcional, adotada em última instância, para garantir a estabilidade do SIN. 

  • Acende um alerta o fato de a medida ter sido adotada antes mesmo do início da Copa, período de desafios para a operação devido às bruscas oscilações de consumo, que alteram as rampas de carga. 
  • A partida inicial do torneio será na quinta (11/6) e dois dias depois ocorre a estreia da seleção brasileira. 

Na prática, o plano é acionado quando há previsão de excedente de geração e os recursos da geração centralizada, sob coordenação do ONS, se esgotam. Com isso, é necessário controlar também a geração distribuída

Como foi? O ONS notificou as distribuidoras no sábado (6/6) sobre a necessidade de acionamento do plano no dia seguinte. 

  • Ao todo, foi solicitado o gerenciamento de 1.000 MW entre 10h e 14h.
  • A definição dos montantes a serem cortados foi definida pelo ONS e as distribuidoras foram responsáveis por executar as diretrizes do operador. 
  • Foram selecionadas 12 distribuidoras para executar o plano, que concentram 80% da potência instalada das usinas incluídas nesse controle. São elas: CPFL Paulista; Cemig; Energisa MT; Copel; Neoenergia Elektro; Celesc;  Equatorial GO; Energisa MS; Neoenergia Coelba; RGE; EDP ES e Neoenergia PE. 

A reação do mercado. A Abradee, que representa as distribuidoras, apontou que é necessário um maior detalhamento dos procedimentos, para que os cortes ocorram  de acordo com ”critérios claros, robustos e definidos”, para evitar insegurança jurídica.

  • A associação pediu, ainda, o aprofundamento das políticas públicas para reorganizar o sistema e solucionar os gargalos na rede.
  • Já a Absolar, que representa a geração solar fotovoltaica, pediu medidas para um avanço mais rápido do uso de sistemas de armazenamento, de modo a evitar a necessidade dos cortes, incluindo a redução dos impostos sobre baterias.   
  • Na semana passada, o governo anunciou as regras dos primeiros leilões de baterias do país, incluindo um bônus locacional para reduzir os cortes de geração. Caso tenha perdido: A reação do mercado às regras para os leilões de baterias.


Opep+ aumenta produção. Sete países do cartel anunciaram um aumento conjunto de 188 mil barris/dia na extração em julho, revertendo parcialmente os cortes implementados em 2023. Em nota, o grupo anunciou que o objetivo é “manter a estabilidade do mercado”. 

  • Parte do aumento, no entanto, pode ter dificuldades de chegar ao mercado em meio aos bloqueios no Estreito de Ormuz.  

Enquanto isso, guerra continua. Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção ao território israelense no domingo (7). (G1)

  • É o primeiro ataque do Irã a Israel desde o cessar-fogo anunciado no início de abril, o que pode ser um sinal do retorno de um conflito aberto incluindo os EUA.  

Furto de combustíveis. A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três homens sob suspeita de furtar gasolina e óleo diesel diretamente de um oleoduto da Petrobras. (Folhapress/Valor).

Raízen em busca de caixa. A companhia, controlada por Cosan e Shell, fechou a venda por US$ 1,42 bilhão das operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina para a Mercuria Energy Group (UOL)

 Opinião: Um dos desafios é definir um modelo de faturamento que consiga equilibrar simplicidade para o consumidor, clareza na alocação de responsabilidades e robustez suficiente para sustentar um mercado mais competitivo, escreve o diretor de inteligência de mercado da Armor Energia, Lucas Kok.