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Delação rejeitada da PF cita Alcolumbre, Rui Costa e expansão do Banco Master na Bahia

Fonte: investidoresbrasil.com.br | Data: 12/06/2026 10:23:12

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Uma nova proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, colocou no centro das investigações nomes de peso da política nacional, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Apesar da gravidade das acusações, a Polícia Federal voltou a rejeitar o acordo de colaboração, mantendo as declarações sem validação oficial até o momento.

Segundo informações divulgadas pela revista Veja nesta quinta-feira (11), Vorcaro afirma ter relatado uma série de operações que envolveriam autoridades políticas, integrantes do Judiciário e interesses ligados à expansão dos negócios do Banco Master.

Acusação envolve suposto pagamento milionário a Alcolumbre

De acordo com a proposta de delação, Vorcaro teria declarado que foi realizado um pagamento de US$ 30 milhões — valor equivalente a aproximadamente R$ 155 milhões na cotação atual — em favor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Segundo o relato apresentado à Polícia Federal, os recursos teriam sido depositados em uma conta no exterior como contrapartida para apoio a uma demanda de interesse do Banco Master.

A operação, ainda segundo a versão apresentada pelo empresário, teria sido conduzida por Augusto Lima, apontado como ex-sócio de Vorcaro.

Até o momento, não há confirmação pública das alegações por parte das autoridades responsáveis pela investigação, nem apresentação de provas que validem os fatos descritos na proposta de colaboração.

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Bahia aparece como peça estratégica na expansão do Banco Master

Outro eixo importante da delação envolve a atuação do Banco Master na Bahia e sua relação com programas de crédito consignado vinculados ao funcionalismo público estadual.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, a aproximação com o governo petista baiano teria começado em 2007, durante a gestão de Jaques Wagner, quando operações ligadas ao programa Cesta do Povo passaram a servir de base para a expansão de produtos financeiros que posteriormente evoluiriam para o modelo conhecido como CredCesta.

O programa se tornou uma das principais frentes de crédito consignado no estado, alcançando servidores públicos e beneficiários vinculados à administração estadual.

Vorcaro teria citado especificamente Rui Costa, atual ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, ao descrever a evolução dos negócios do grupo no estado.

Decreto de 2022 ampliou presença do Master no consignado

Um dos pontos destacados na proposta de colaboração envolve um decreto editado em 2022, durante o governo Rui Costa.

Segundo a narrativa apresentada pelo ex-banqueiro, a norma restringiu a portabilidade de determinadas operações de crédito consignado para outras instituições financeiras.

Na avaliação descrita na delação, a medida teria contribuído para fortalecer a presença do Banco Master nesse mercado específico.

A relação entre a edição do decreto e eventuais benefícios indevidos, entretanto, permanece apenas no campo das alegações apresentadas por Vorcaro, sem validação das autoridades responsáveis pela investigação.

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PF rejeita segunda tentativa de delação

As acusações surgem em meio à tentativa do empresário de obter um acordo formal de colaboração premiada.

Desde sua prisão, Vorcaro e sua defesa vêm negociando com as autoridades a possibilidade de firmar um acordo de delação.

A primeira proposta foi rejeitada pela Polícia Federal sob o argumento de que continha informações consideradas superficiais, genéricas ou já conhecidas pelos investigadores.

A segunda versão, entregue recentemente, também não foi aceita.

Segundo a reportagem, os responsáveis pela análise do acordo entenderam que os novos elementos apresentados ainda não atendem aos requisitos exigidos para homologação de uma colaboração premiada.

Outros nomes também aparecem nas declarações

Além de Alcolumbre e Rui Costa, a nova proposta de delação teria mencionado outras autoridades e personagens influentes da política nacional.

Entre os nomes já associados a relatos envolvendo interesses do Banco Master estão:

  • Senador Ciro Nogueira (PP-PI);
  • Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro;
  • Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil;
  • Integrantes do Poder Judiciário citados em supostas negociações relacionadas ao banco.

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As alegações, contudo, permanecem sem reconhecimento formal pelas autoridades e ainda dependem de comprovação documental e investigativa.

O que está confirmado e o que permanece como alegação

É importante distinguir os fatos confirmados das acusações apresentadas na proposta de delação.

Confirmado:

  • Daniel Vorcaro apresentou uma nova proposta de colaboração premiada;
  • A Polícia Federal rejeitou novamente o acordo;
  • Os nomes de Davi Alcolumbre e Rui Costa aparecem na proposta relatada pela imprensa;
  • O Banco Master expandiu sua atuação no mercado de crédito consignado da Bahia ao longo dos últimos anos.

Ainda sem comprovação oficial:

  • O suposto pagamento de US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre embora a PF já tenha anunciado ter encontrado ligações entre os citados;
  • Contrapartida política relacionada ao Banco Master a PF já afirmou ter encontrado mas permanece investigando;
  • Irregularidades envolvendo Rui Costa ou integrantes do governo baiano, a PF ainda não comunicou;
  • Alegações envolvendo membros do Judiciário e demais autoridades mencionadas, a PF já fez várias afirmações sobre o tema até mesmo que suspeita de corrupção passiva de Dias Toffoli do STF, mas as investigações estão em andamento.

Tanto Davi Alcolumbre quanto Rui Costa negam envolvimento em irregularidades relacionadas ao caso. Até que haja eventual apresentação de provas, validação pelas autoridades competentes ou decisão judicial, as declarações permanecem como alegações atribuídas ao ex-controlador do Banco Master.

Regiane Alveshttp://www.investidoresbrasil.com.br

Estrategista focada em proteger o investidor pessoa física dos conflitos de interesse dos grandes bancos e corretoras.
Jornalista com formação em Ciências Contábeis e especialização em Mercado de Capitais.
Especialista em Criptomoedas e Blockchain pela Universidade de Nicósia