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Simulado de risco biológico mobiliza 70 profissionais no Aeroporto e Hospital de Clínicas, em Porto Alegre

Fonte: correiodopovo.com.br | Data: 13/06/2026 18:23:35

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Com 70 profissionais mobilizados e envolvendo diferentes órgãos, um simulado de emergência de risco biológico foi realizado na tarde deste sábado em Porto Alegre. A ação, organizada pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), pela Fraport Brasil e pelo Hospital de Clínicas, buscou fazer um treinamento à preparação e resposta para eventos que envolvessem riscos à saúde.

Foram integradas também, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Brigada Militar, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vigilâncias Sanitárias e as secretarias Estadual e Municipal da Saúde.

Na ocasião fictícia, um voo que vinha da Europa precisou pousar em Porto Alegre para prestar apoio a um grupo de passageiros que apresentava sintomas respiratórios, com necessidade de avaliação médica. Foram acionados planos de contingência, para avaliar a situação, com a instalação de um Centro de Operações de Emergência (COE) do aeródromo. Enquanto isso, profissionais do Clínicas também foram até o local por meio de um carro do SAMU para o atendimento especializado, com equipamentos como ultrassonografia portátil para avaliação precisa dos passageiros.


A simulação começou em um voo que vinha da Europa e precisou pousar em Porto Alegre para prestar apoio a um grupo de passageiros que apresentava sintomas respiratórios
| Foto: Fraport Brasil / Divulgação / CP

Em dado momento, as sirenes de ambulância indicaram que os pacientes estavam chegando ao Clínicas, com um paciente em estado grave e outros quatro em estado moderado, acompanhados com profissionais equipados. Outros 15 pacientes chegaram em um ônibus apresentando condições estáveis. Com a mobilização das equipes de saúde, os pacientes foram atendidos no box de estabilização da emergência adulto. O hospital simulou a reorganização de fluxos e adesão dos protocolos assistenciais para o isolamento e a segurança de pacientes e profissionais, de modo a tratar e evitar novas contaminações.


Simulado de riscos biológicos em Porto Alegre pacientes encaminhados ao Hospital de Clinicas
| Foto: Mauro Schaefer

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O médico adjunto clínico da Diretoria Médica, Marcelo Gonçalves, detalhou que, no processo, dois pacientes que estavam no Clínicas foram remanejados para áreas de menor complexidade, com combinado prévio e o cuidado exigido. Ele também destacou a importância da integração das equipes para o simulado.

“Desde o início, tivemos a comunicação vindo da Fraport e com a Samu, acionando toda a rede de contingência que tem, onde nos foi confirmado se a informação era real mesmo. A partir daí, todo esse procedimento foi realizado. Essa atuação é mais do que multiprofissional, mas intersetorial, fundamental em situações de crise como a que a gente está vivendo neste simulado”, explicou.

O profissional também lembrou que o Clínicas já tem diversos protocolos estabelecidos para situações de risco biológico. Ele avaliou que as ações ocorreram dentro do esperado. “É uma oportunidade também da gente poder testar cada um deles e cada um dos passos que estão sendo feitos”.

Os “pacientes” que participaram da simulação foram estudantes dos cursos de graduação de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A estudante do terceiro semestre de Medicina, Claudia Ronconi Vasques, era a paciente mais grave. Simulando uma pessoa de 58 anos, ela era tabagista e apresentou sintomas como dispneia progressiva, febre, mialgia e episódios de diarreia.

Claudia detalhou como a experiência traz oportunidades para, não só prestar benefícios à Universidade e ao Clínicas, mas também à sociedade. “Querendo ou não, isso é uma preparação para caso, um dia, a gente realmente tenha que fazer isso, vai ter profissionais preparados para agir da forma mais segura e com menos danos, porque a gente sabe que isso pode ser uma realidade”.

É a quinta edição de uma simulação de múltiplas vítimas realizada pelo Sindihospa, entidade que congrega o setor de saúde em Porto Alegre. Neste ano, a escolha foi de fazer o simulado de uma situação que pode ser improvável, mas possível.

“O objetivo principal da simulação sempre é não fazer alguma coisa que possa se tornar num problema maior, ou seja, não se ele não simula alguma coisa que vai colocar alguém em risco. Em segundo lugar, é treinar, e em terceiro, aprender alguma coisa para que, no próximo exercício ou no adicionamento real, os erros que acontecem no simulados, se acontecerem, vão ser melhorados”, disse o presidente do sindicato, Henri Chazan.

Simulado de riscos biológicos em Porto Alegre pacientes encaminhados ao Hospital de Clinicas