TJPR é referência nacional em processos e programas de adoção – TJPR
Fonte: tjpr.jus.br | Data: 15/06/2026 15:58:44
Nos últimos sete anos, foram concluídos 4290 processos de adoção no Paraná
15/06/2026
Atualizado hoje
O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) é referência nacional em ações que promovem a adoção. Desde 2019, foram concluídos no Paraná 4.290 processos de adoção: é o segundo estado do país com mais adoções neste período, somente atrás de São Paulo. Já considerando as adoções internacionais, o Paraná é líder com 98 efetivadas nos últimos sete anos. Nesta modalidade, o estado é responsável por quase um terço de todos os processos concluídos no país.
“O Paraná é pioneiro em muitas iniciativas. A primeira Comissão Judiciária de Adoção do país surgiu aqui no Paraná. Proporcionalmente, somos o estado que mais faz adoções nacionais e internacionais. Isso se deve ao trabalho de magistradas, magistrados, servidoras e servidores que se dedicam a fazer com que nenhuma criança ou adolescente permaneça em instituições”, afirma o presidente do Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e da Juventude (Consij), desembargador Sérgio Luiz Kreuz.
De forma pioneira, o Tribunal desenvolveu o Encontro Nacional de Preparação Online para Pretendentes à Adoção. Criada em 2017, a capacitação é aberta a pretendentes de todo o Brasil e fornece o certificado exigido por lei para a habilitação no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
A formação já reuniu mais de 20 mil pessoas e, ao informar e orientar os pretendentes quanto aos procedimentos legais e aos aspectos psicossociais envolvidos, constitui uma etapa essencial para uma adoção segura, responsável e consciente no Brasil.
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A.DOT
Também desenvolvido pelo TJPR, o aplicativo A.DOT é uma ferramenta de busca ativa que amplia a visibilidade de crianças e adolescentes aptos à adoção, especialmente aqueles com perfis considerados de maior complexidade, como adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades específicas.
Os resultados positivos alcançados pela plataforma levaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a firmar um termo de cooperação técnica com o Tribunal do Paraná para a integração e nacionalização da ferramenta. “O aplicativo móvel transforma o processo de adoção, de forma mais transparente, ágil e humana. O A.DOT não nasceu apenas como uma inovação tecnológica, mas ele foi desenhado para funcionar como uma ponte entre pais que anseiam por seus filhos e filhos que buscam o conforto e a segurança de um lar amoroso”, destaca a presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima.
Apadrinhamento
Já em parceria com a Associação Juscidadania, o TJPR, por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e da Escola Judicial do Paraná (Ejud-PR), disponibiliza o curso preparatório para o Apadrinhamento Afetivo. A capacitação está ligada ao projeto Dindo, que há 12 anos atua em Curitiba na construção de vínculos afetivos responsáveis.
O apadrinhamento afetivo é uma iniciativa que possibilita o fortalecimento da autoestima e a ampliação de vínculos de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. Diferente da adoção, os padrinhos convivem nos fins de semana, datas especiais e férias com os afilhados. Tudo ocorre de forma gradativa e conta com o acompanhamento próximo de uma equipe técnica especializada do programa.
Bebê ID
Outra ação em prol da proteção integral das crianças e adolescentes é o projeto de identificação neonatal do TJPR. Em maio de 2025, o Tribunal participou da assinatura do termo de cooperação técnica com o Governo do Paraná para a implementação do projeto Bebê ID.
A iniciativa consiste na coleta da biometria neonatal em todos os bebês nascidos nas maternidades públicas do Estado. O objetivo é assegurar o direito à identidade civil desde o nascimento, prevenir o sub-registro e fortalecer a rede de segurança pública, especialmente no enfrentamento ao desaparecimento de crianças.
O projeto é vinculado ao Programa Criança e Adolescente Protegidos do TJPR, existente desde 2014 e que foi um desdobramento do programa Impressão Digital – Combate à Impunidade, idealizado em 1991 e criado para garantir o direito de identificação e o fortalecimento da rede de segurança contra desaparecimentos e sequestros de pessoas.
Além de recém-nascidos, o Bebê ID contempla a identificação de crianças de até cinco anos, alunos da rede pública estadual e municipal, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e casos de natimortos, ampliando significativamente o alcance das ações de cidadania e proteção integral.