Helicópteros envolvidos em acidente no Rio foram investigados por transporte clandestino
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 16/06/2026 08:28:59
Anac chegou a multar uma empresa e pediu o monitoramento de outro helicóptero diante do grande movimento em heliponto
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GERADO EM: 16/06/2026 – 08:06
Helicópteros em Acidente no Rio já Eram Investigados pela Anac
Os helicópteros envolvidos no acidente no Rio estavam sob investigação da Anac por suspeita de transporte clandestino. A aeronave PP-MAC foi multada por não apresentar documentos contábeis, enquanto a PR-DJJ estava sendo monitorada devido ao movimento suspeito no Heliponto da Lagoa. Ambas eram autorizadas para voos privados. A Polícia Civil descartou vínculo com táxi aéreo. A investigação das causas está a cargo do Cenipa.
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investigou os dois helicópteros envolvidos no acidente de domingo por suspeita de transporte aéreo clandestino (Taca). No ano passado, o órgão recebeu uma denúncia anônima afirmando que a aeronave PP-MAC, onde viajavam cinco das vítimas, estaria prestando serviço de táxi aéreo, apesar de não ter licença. Ainda de acordo com o documento, a aeronave operava com “manutenção vencida e diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas”.
A agência instaurou um procedimento para apurar a denúncia e multou a proprietária do helicóptero, a Turfik Comércio de Frutas Ltda, por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”. A infração foi aplicada porque a empresa não cumpriu o prazo estabelecido para encaminhar os documentos solicitados.
Além disso, a Anac recomendou que a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR) fossem incluídos no plano de fiscalização presencial. A agência não informou como o caso foi concluído. A outra aeronave envolvida no acidente, de prefixo PR-DJJ, também estava no radar da Anac sob suspeita de realizar serviço de táxi aéreo.
Em fevereiro deste ano, a Anac registrou que a aeronave poderia estar fazendo o transporte aéreo clandestino. Segundo um relatório, a suspeita teve origem na movimentação observada no Heliponto da Lagoa nos dias 13, 15, 18 e 19 daquele mês, durante a Operação VoeSeguro. Diante dos indícios, a agência recomendou o monitoramento da aeronave
A agência informou que as duas aeronaves estavam regulares para realizar voos na modalidade de aviação privada, ou seja, apenas para transportar seus proprietários e convidados. Destacou ainda que é precipitado fazer qualquer associação entre a modalidade do voo e o acidente.
De acordo com o site g1, a Polícia Civil informou que um dos helicópteros pertencia a um advogado amigo das vítimas, o que descartaria o serviço de táxi aéreo. A investigação sobre as causas de quedas e colisões de aeronaves cabe ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira.
O GLOBO não conseguiu contato com os donos das aeronaves. A PAX Aeroportos, gestora do Aeroporto de Jacarepaguá, informou que é competência da concessionária cuidar da infraestrutura aeroportuária e que cabe à Anac a fiscalização da atividade aérea.
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