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A morte da empresária Quitéria Barbosa da Costa, de 70 anos, em Umbaúba, no sul de Sergipe, provocou grande comoção e deu início a uma investigação sobre a atuação de um suposto falso médico em uma unidade de pronto atendimento do município. A idosa passou mal na manhã de quarta-feira e foi levada pela família à unidade de saúde, onde recebeu atendimento, medicação e soro. Apesar de continuar se sentindo fraca e cansada, ela recebeu alta com o diagnóstico de uma virose.

Ao retornar para casa, Quitéria sofreu uma nova crise e precisou ser levada novamente à unidade de saúde. Mesmo após receber novos procedimentos médicos, ela não resistiu e morreu por volta das 15h. Desconfiados da conduta adotada durante os atendimentos, os familiares iniciaram apurações e descobriram que o profissional utilizava o carimbo e o CRM do próprio irmão, médico regularmente registrado.

Segundo a Polícia Civil, o homem possuía um registro provisório do Ministério da Saúde como médico intercambista do programa Mais Médicos, mas há suspeitas sobre a regularidade de sua atuação na unidade de pronto atendimento de Umbaúba. O inquérito instaurado investigará tanto o possível exercício irregular da medicina quanto as circunstâncias da morte da empresária. O Instituto Médico Legal realizará exames periciais para determinar a causa do óbito e verificar se existe relação entre o atendimento prestado e a morte da paciente.

A Prefeitura de Umbaúba informou que o profissional atuava de forma irregular na unidade, que adotou medidas para garantir a continuidade dos atendimentos e abriu uma sindicância para apurar responsabilidades administrativas, civis e criminais. O Conselho Regional de Medicina de Sergipe afirmou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e acompanhará a apuração dos fatos. Enquanto isso, a família de Quitéria cobra respostas e pede justiça diante da perda da empresária, que deixa quatro filhos e era bastante conhecida na cidade.