Mulher deixa hospital dançando após perder movimentos em AVC e emociona equipe médica nos EUA
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 19/06/2026 09:57:00
Clara Ann White Crane ficou sem andar e falar após o derrame, passou por duas semanas de reabilitação e celebrou a alta com uma dança em homenagem às suas raízes indígenas
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RESUMO
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GERADO EM: 19/06/2026 – 09:25
Recuperação Milagrosa: Mulher Cheyenne Dança Após AVC em Montana
Clara Ann White Crane, da tribo Cheyenne do Norte, emocionou a equipe médica ao deixar um hospital em Montana dançando, após um AVC que a deixou sem andar e falar. Após duas semanas de reabilitação, a dança celebrou sua recuperação e homenageou suas raízes indígenas. Clara destacou o apoio familiar e cultural como fundamentais na sua determinação para superar a paralisia e voltar a dançar.
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Clara Ann White Crane, integrante da tribo Cheyenne do Norte, deixou um hospital em Montana, nos Estados Unidos, dançando após se recuperar de um acidente vascular cerebral (AVC) que a fez perder a capacidade de andar e falar.
O gesto marcou a alta médica, depois de duas semanas de reabilitação, e simbolizou tanto a recuperação quanto uma homenagem à sua herança cultural.
— Estou muito grata por não ter sido um desfecho diferente. Eles estão aqui para me abraçar em vez de me dar condolências, e estou feliz por estar viva e por estar aqui com eles — afirmou.
Os primeiros sintomas surgiram em 29 de maio, enquanto Clara trabalhava como cuidadora.
— Eu estava sentindo um formigamento por todo o corpo. E um dos residentes saiu e, enquanto eu estava lá, disse: “Clara, você não parece bem”. Aí eu comecei a suar muito — contou.
Ela procurou atendimento no Hospital Crow Northern Cheyenne. Durante o atendimento, desmaiou no banheiro e foi submetida a exames.
— Me levaram correndo para a ressonância magnética para garantir que eu não tivesse uma hemorragia cerebral. E estavam verificando minha pressão arterial, que estava altíssima — relatou.
Em seguida, Clara foi transferida de helicóptero para o Hospital St. Vincent, em Billings.
— Quando acordei, não conseguia sentir o lado direito do meu corpo — disse.
O AVC a deixou paralisada e incapaz de andar e falar.
— Essa foi a primeira vez que me senti completamente impotente — afirmou.
Meta era voltar a dançar
Clara decidiu seguir a reabilitação no Hospital de Reabilitação de Montana, também em Billings, com o objetivo de recuperar os movimentos.
A enfermeira Sammi Jorgensen afirmou que a determinação da paciente chamou a atenção desde o início do tratamento.
— A maioria das pessoas pensa: “Espero conseguir fazer isso” ou “Quero conseguir fazer isso”, mas Clara pensa: “Vou andar, dançar”. Ela estava determinada. Quer dizer, imediatamente nos pareceu que ela seria uma paciente fenomenal — declarou.
Clara contou que enfrentou momentos em que pensou em desistir, mas disse que o apoio da família e a ligação com sua cultura foram fundamentais para seguir em frente.
— Meu marido disse: “Você vai melhorar, você vai andar”, ele me animou bastante. Então eu disse: “Tudo bem, tudo bem, vou fazer o meu melhor”, e ele respondeu: “Não somos chamados de Cheyennes lutadores à toa” — afirmou.
Após duas semanas de reabilitação, Clara reaprendeu a andar e a falar. Ela voltou a caminhar de forma independente e passou a praticar movimentos de dança.
— Nossas danças e nossas canções me ajudaram a ser quem eu sou; são curativas — afirmou.
A terapeuta ocupacional Andrea Dougherty disse que acompanhar a recuperação da paciente foi uma experiência marcante.
— Não há palavras para descrever o quão incrível isso me parece como terapeuta. É uma enorme honra e um privilégio ter desempenhado um papel em sua recuperação — declarou.
Ao celebrar a alta, Clara lembrou que voltar a dançar sempre foi sua principal meta durante o tratamento.
— Você nunca pode dar a vida como garantida. Me dá arrepios. Eu disse a todos que esse é o meu objetivo. Eu vou dançar. E aqui está. Está acontecendo, sabe? Eu só vou dançar. Mas devagar — afirmou.
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